Menores que pôneis, os mini-horses conquistam famílias como animais de estimação por sua docilidade e baixo custo. Saiba quanto custa e como criar o seu.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Menores que um pônei e com um temperamento dócil, os mini-horses estão se tornando os novos animais de estimação de muitas famílias brasileiras, podendo ser criados até mesmo em quintais de casas na cidade. Atualizado em 8 de julho de 2026.
Com um plantel de aproximadamente 9 mil animais registrados no Brasil, a raça genuinamente nacional tem atraído compradores que buscam um companheiro diferente e criadores que veem na atividade uma fonte de renda lucrativa. O principal atrativo é a combinação de um cavalo em miniatura com a praticidade de um pet de baixo custo.
O mini-horse é considerado a menor raça de pônei criada no Brasil. A principal diferença está no tamanho e na proporção. Enquanto pôneis podem medir até 1,15 metro, o padrão da raça mini-horse estabelece um limite de altura de 89 centímetros para machos e 95 centímetros para fêmeas, segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Mini-horse (ABCMH).
A raça foi desenvolvida no Brasil a partir de 2002, através da seleção de exemplares menores de pôneis e do cruzamento com a raça norte-americana Miniature Horse. O objetivo foi criar um animal mais proporcional e elegante, semelhante a um cavalo de grande porte em escala reduzida.
Diversos fatores explicam a crescente popularidade dos mini-horses como animais de companhia. De acordo com criadores e tutores, as principais vantagens são:
O investimento para adquirir um mini-horse varia conforme a pelagem, o porte e a genética do animal. Segundo criadores, os preços de venda após o desmame (por volta dos seis meses) são, em média, R$ 6 mil para machos e R$ 8 mil para fêmeas. No entanto, exemplares de alta genética ou para reprodução podem ter valores que partem de R$ 5 mil e chegam a R$ 150 mil.
O custo de manutenção mensal, que inclui alimentação, vacinas e mão de obra, é estimado por criadores em cerca de R$ 300 por animal, embora o gasto apenas com a dieta possa ser de aproximadamente R$ 80, como no caso da veterinária Ana Maria Lorenzetti, que cria seu mini-horse Trovão na área urbana.
De acordo com o padrão oficial da raça no Brasil, os machos não devem ultrapassar 89 centímetros de altura, enquanto as fêmeas têm um limite de 95 centímetros.
Sim. Eles são adaptáveis e podem viver em espaços pequenos, como quintais de residências. O caso de Trovão, um mini-horse que vive em uma casa na cidade e convive com cães e gatos, ilustra essa possibilidade. Criadores afirmam que 10 m² de grama já são suficientes.
O mini-horse é uma raça genuinamente brasileira, desenvolvida a partir de 2002. Sua formação se deu pelo cruzamento seletivo de raças de pôneis já existentes, como Shetland e o pônei brasileiro, com a introdução da raça americana Miniature Horse para aprimorar a conformação e reduzir a estatura.
O mini-horse se consolidou no mercado pet brasileiro como uma opção viável e encantadora para quem sonha em ter um cavalo, mas não dispõe de grandes espaços. Com seu porte diminuto, temperamento amigável e custo de manutenção acessível, a raça conquista cada vez mais lares e se firma não apenas como um hobby, mas também como um negócio promissor para criadores em todo o país.
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