Uma égua, Sereia, e uma cadela, Akira, transformam a rotina de pacientes no Hospital Sapiranga (RS). Entenda como o projeto reduz o estresse e acelera a recuperação.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
No Hospital Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a rotina de tratamento ganhou dois reforços inusitados: a égua Sereia e a cadela Akira. Elas são as estrelas do projeto "Patinhas e cascos que acolhem vidas", uma iniciativa que, há três anos, utiliza o afeto dos animais para diminuir o estresse e auxiliar na recuperação de pacientes internados, visitando desde a UTI até a pediatria. Atualizado em 20 de julho de 2026.
Idealizado pela arteterapeuta Rejane Beatriz, que atua há 12 anos na instituição, o projeto leva a cadela Akira semanalmente e a égua Sereia quinzenalmente para interagir com os internados. Conforme Rejane, a dupla atua como parceira terapêutica. "A Akira promove uma aproximação imediata. [...] A Sereia encanta pela imponência e pela delicadeza", explicou em entrevista ao G1.
A iniciativa foi criada a partir da percepção de que os animais conseguem acessar emoções que as palavras não alcançam. Segundo a diretora-executiva do hospital, Elita Herrmann, o projeto traz benefícios tanto para os pacientes quanto para os colaboradores, deixando "uma energia gostosa dentro da instituição" após as visitas.
A interação com Sereia e Akira tem demonstrado resultados positivos na saúde dos pacientes. De acordo com o Hospital Sapiranga, o contato com os animais resulta na diminuição do estresse, melhora do humor e estímulo sensorial. Estudos indicam que essa interação pode liberar hormônios como a ocitocina, que promove relaxamento e bem-estar, auxiliando diretamente no processo de cura.
Rejane Beatriz destaca que os animais oferecem uma presença sem julgamentos, o que é fundamental para pacientes em sofrimento. "O afeto é a linguagem dos animais e isso facilita uma conexão muito profunda", afirma. Pacientes relatam que o contato muda o humor e melhora a adesão ao tratamento.
Ambas possuem crachás personalizados do Hospital Sapiranga e receberam treinamento específico para a atividade terapêutica.
Protocolos sanitários rigorosos são seguidos. Antes de cada visita, Sereia passa por um banho completo, higienização e esterilização dos cascos, escovação e avaliação clínica. Ela também permanece em jejum por algumas horas para evitar eliminações durante a permanência no hospital, conforme detalhado pela arteterapeuta Rejane.
Não. Sereia já se adaptou aos sons e à movimentação do hospital, caminhando livremente pelos corredores sem interferir na dinâmica da instituição. A presença dos animais, na verdade, é aguardada com ansiedade e costuma motivar os pacientes a saírem de seus leitos para interagir.
Além de reduzir o estresse e a ansiedade, a terapia assistida por animais pode melhorar a mobilidade e a autoestima. Estudos apontam melhora no controle da dor e da pressão arterial em crianças e adolescentes. A presença dos animais torna o ambiente menos intimidador e incentiva a adesão a tratamentos e exercícios físicos.
A iniciativa do Hospital Sapiranga com a égua Sereia e a cadela Akira é um exemplo do poder da conexão humano-animal no processo de cura. O projeto não apenas humaniza o ambiente hospitalar, mas também comprova na prática que o afeto é uma ferramenta terapêutica eficaz, capaz de trazer conforto e acelerar a recuperação de pacientes.
Contender, o maior tubarão-branco macho já monitorado no Atlântico, voltou a emitir sinal após meses. Entenda sua rota migratória e se há risco para turistas.
Encontrou um animal que parece uma cobra no seu quintal? Pode ser um lagarto sem patas, um aliado que come lesmas. Saiba como diferenciá-lo e por que não matá-lo.
Uma filhote de dois meses ficou presa na grade de um carro sob uma sensação térmica de 48°C. Veja como uma equipe precisou desmontar o veículo para o resgate.
O cão frentista Poze desapareceu em viagem pela Argentina, gerando comoção. Entenda o desfecho trágico e como o resgate de uma nova cadela, Júlia, transformou o luto em esperança.