Conheça o projeto de código aberto que permite criar cadeiras de rodas infantis em impressoras 3D, uma iniciativa que já transforma vidas no Brasil.
Olyvio Marques
Editor · Inovação · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A tecnologia de impressão 3D está revolucionando o acesso a equipamentos de mobilidade para crianças com deficiência. Um projeto de código aberto desenvolvido nos Estados Unidos permite que qualquer pessoa com uma impressora 3D produza cadeiras de rodas infantis personalizadas, coloridas e de baixo custo, iniciativa que já beneficia famílias no Brasil. Atualizado em 22 de junho de 2026.
O projeto foi criado pela organização norte-americana MakeGood NOLA, em parceria com a empresa de design LINK PBC e a rede Tikkun Olam Makers. Juntos, eles desenvolveram um modelo de cadeira de rodas infantil que pode ser inteiramente fabricado em uma impressora 3D, conforme detalhado por fontes como o portal Terra e a Amizade Web FM. O design, chamado 'Toddler Mobility Trainer', é disponibilizado gratuitamente, permitindo sua replicação em qualquer lugar do mundo.
A cadeira é projetada para crianças de dois a oito anos e é totalmente adaptável. Segundo o fundador da MakeGood, Noam Platt, todos os componentes, das rodas ao assento, são impressos e encaixáveis, dispensando o uso de ferramentas ou cola para a montagem. Isso significa que, se uma peça quebrar, basta imprimir uma nova, sem a necessidade de substituir todo o equipamento. Além disso, o design é customizável, permitindo a escolha de cores vibrantes e a inclusão de suportes para aparelhos, como os de respiração.
Em Unaí, Minas Gerais, o físico Ed Lima utiliza o projeto de código aberto da MakeGood para produzir e doar cadeiras de rodas a crianças com mobilidade reduzida. Conforme reportagem do Terra, Ed, que trabalha com radioterapia, viu na impressão 3D uma forma de ajudar. Com cerca de 15 impressoras, ele reduziu o tempo de produção de uma cadeira de 45 para apenas sete dias. As cadeiras são entregues gratuitamente a famílias em vulnerabilidade social, com os custos de produção, cerca de R$ 2 mil, cobertos por campanhas de arrecadação online.
O custo de impressão dos materiais é de aproximadamente US$ 150 (cerca de R$ 820), segundo a Amizade Web FM. No Brasil, o projeto do físico Ed Lima levanta R$ 2 mil por cadeira para cobrir filamentos, peças e energia elétrica, doando o equipamento final.
O projeto foi desenvolvido nos EUA pela MakeGood NOLA, uma organização que já entregou mais de 1.600 dispositivos adaptativos, em colaboração com a LINK PBC e a Tikkun Olam Makers.
Para apoiar a iniciativa brasileira, é possível entrar em contato com o físico Ed Lima pelo Instagram @studio_azzu, onde ele divulga as campanhas de arrecadação e aceita doações de filamentos e equipamentos para ampliar a produção.
A impressão 3D se consolida como uma ferramenta poderosa para a inclusão e a tecnologia assistiva. Projetos de código aberto como o da MakeGood NOLA, replicados por voluntários como Ed Lima no Brasil, demonstram como a inovação pode democratizar o acesso a equipamentos essenciais, trazendo mais autonomia e qualidade de vida para crianças com deficiência.
Supermercados na Europa adotam cabines inteligentes com ar-condicionado para cães. A medida visa garantir o bem-estar animal e evitar riscos. Saiba mais.
Conheça o WLTR, o robô que assenta tijolos com um adesivo especial no lugar do cimento. A tecnologia promete revolucionar a construção civil no Reino Unido.
Movido pela necessidade de ouvir sua filha Clara, Carlos Pereira criou o Livox, uma plataforma de IA que hoje transforma a vida de 65 mil pessoas. Saiba mais.
Conheça o Faustrime, o primeiro limão caviar brasileiro desenvolvido pelo Instituto Agronômico. A fruta exótica, com polpa em esferas, chega ao mercado e já é cobiçada pela alta gastronomia.