A partir de julho de 2026, bancos no México exigirão reconhecimento facial e prova de vida para validar identidades, segundo nova regra da CNBV. Saiba como funciona.
Olyvio Marques
Editor · Segurança Digital · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Comissão Nacional Bancária e de Valores (CNBV) do México tornou obrigatório o uso de reconhecimento facial para clientes de bancos em diversas operações. Atualizado em 8 de julho de 2026, a medida, que entrou em vigor no dia 2 de julho, visa combater fraudes, roubo de identidade e fortalecer a segurança do sistema financeiro do país.
A nova regulamentação exige que as instituições financeiras implementem sistemas com tecnologia de "prova de vida" (liveness detection) para impedir o uso de fotos, vídeos ou máscaras em tentativas de fraude. A validação da identidade será cruzada com bases de dados oficiais do governo, como as do Instituto Nacional Eleitoral (INE).
Para validar a identidade de um cliente, os bancos mexicanos deverão capturar sua imagem facial e compará-la com registros de documentos oficiais, como a credencial de eleitor ou o passaporte. De acordo com a CNBV, a identidade só será confirmada se houver uma correspondência mínima de 90% entre a biometria capturada e o registro governamental.
Além disso, a tecnologia de prova de vida é um componente crucial, garantindo que a pessoa está fisicamente presente durante a verificação. Inicialmente, segundo a Associação de Bancos do México (ABM), a verificação facial será implementada principalmente nos aplicativos móveis das instituições financeiras.
A principal motivação para a nova regra é o aumento expressivo das fraudes financeiras. O roubo de identidade, conhecido como "Account Takeover", cresceu 311% no México entre 2025 e 2026, enquanto o fraude bancário digital na América Latina aumentou 155% no mesmo período, conforme dados da Infobae. A biometria facial é vista como uma barreira mais robusta contra criminosos que utilizam engenharia social e identidades falsas.
A obrigatoriedade da verificação biométrica se aplica a operações consideradas de maior risco. Segundo as fontes, os principais casos são:
Não. A resolução da CNBV proíbe expressamente que as instituições financeiras vendam, transfiram, compartilhem ou troquem informações biométricas de seus clientes com outros bancos ou empresas privadas. Cada banco deve criar e gerenciar sua própria base de dados de forma isolada.
A regulamentação, através do "Anexo 71", impõe regras rígidas de cibersegurança. Os bancos são obrigados a separar as bases de dados biométricos do resto de sua infraestrutura, utilizar criptografia para proteger as informações e realizar auditorias anuais de segurança para detectar vulnerabilidades.
A resolução foi publicada no Diário Oficial da Federação em 1º de julho de 2026 e entrou em vigor no dia seguinte, 2 de julho. As instituições financeiras têm um prazo de 90 dias úteis para adaptar seus sistemas e cumprir totalmente as novas exigências.
A implementação da biometria facial obrigatória nos bancos do México representa um passo significativo para aumentar a segurança das transações financeiras e proteger os clientes contra fraudes cada vez mais sofisticadas. A medida exige investimentos em tecnologia e cibersegurança por parte dos bancos, estabelecendo um novo padrão de identificação no setor financeiro do país.