Luto no samba: Ricardo Fernandes, de 63 anos, morre no Rio. Conhecido pela disciplina e desfiles 'tecnicamente perfeitos', ele marcou época na Tijuca, Vila Isabel e Imperatriz.
Olyvio Marques
Editor · Rio de Janeiro · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Carnaval do Rio de Janeiro está de luto. Morreu nesta segunda-feira (3), aos 63 anos, o diretor de Carnaval Ricardo Fernandes, um dos nomes mais respeitados nos bastidores da Marquês de Sapucaí. Com uma carreira de mais de três décadas, ele foi fundamental na conquista de títulos históricos por escolas como Unidos da Tijuca e Vila Isabel. A causa da morte não foi divulgada, segundo informações confirmadas por familiares e agremiações. Atualizado em 4 de agosto de 2026.
Ricardo Fernandes construiu uma trajetória de mais de 30 anos dedicada às escolas de samba, tornando-se sinônimo de disciplina e organização. Ele iniciou sua carreira no final da década de 1980 na Imperatriz Leopoldinense, onde permaneceu por cerca de 20 anos e chegou ao cargo de diretor-geral de Harmonia, ajudando a consolidar um modelo de desfile preciso e sem erros, conforme relatos de diversas agremiações.
Ao longo de sua carreira, Fernandes emprestou seu talento a diversas potências do Carnaval, incluindo Acadêmicos do Salgueiro, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio, Unidos do Porto da Pedra e, com especial destaque, a Unidos da Tijuca.
O trabalho de Ricardo Fernandes foi decisivo em alguns dos desfiles mais emblemáticos da história recente do Carnaval carioca. Sua capacidade de orquestrar milhares de componentes na avenida resultou em campeonatos e apresentações memoráveis.
Na Unidos da Tijuca, Fernandes viveu momentos marcantes. Ele foi peça-chave na reconstrução da escola, que culminou no histórico vice-campeonato de 2004. Anos depois, retornou para ser um dos responsáveis pelo magistral título de 2010, com o inesquecível enredo "É Segredo", considerado uma revolução na avenida, segundo nota da própria escola.
Em 2006, Ricardo Fernandes atuou como diretor de carnaval da Unidos de Vila Isabel, contribuindo para a conquista do campeonato daquele ano, um marco na história da agremiação de Noel Rosa.
Ricardo Fernandes era conhecido como o "menestrel do quesito Harmonia". De acordo com a Unidos da Tijuca, a expressão "tecnicamente perfeito", hoje comum entre especialistas para descrever desfiles impecáveis, foi cunhada a partir das apresentações coordenadas por ele. Trabalhando ao lado de carnavalescos como Paulo Barros e Rosa Magalhães, ele elevou o padrão de organização e evolução na Sapucaí, deixando um legado de discípulos que hoje ocupam funções de liderança no Carnaval.
A causa da morte de Ricardo Fernandes, que tinha 63 anos, não foi informada pela família ou pelas escolas de samba até a última atualização desta matéria.
Ricardo Fernandes teve passagens marcantes por Imperatriz Leopoldinense, Unidos da Tijuca, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Salgueiro, Acadêmicos do Grande Rio e Unidos do Porto da Pedra.
Entre seus títulos mais importantes como diretor de Carnaval estão o campeonato da Unidos de Vila Isabel em 2006 e o da Unidos da Tijuca em 2010, com o enredo "É Segredo".
A morte de Ricardo Fernandes representa uma grande perda para o mundo do samba. Seu legado de profissionalismo, disciplina e excelência técnica transformou a maneira de organizar desfiles e continuará a influenciar gerações de profissionais do Carnaval carioca.
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