Entenda o que é o programa Tolerância Zero, que instalou grades em Copacabana e mudou a rotina da orla do Leme ao Leblon no seu primeiro dia de operação.
Olyvio Marques
Editor · Rio de Janeiro · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A orla da Zona Sul do Rio de Janeiro amanheceu diferente nesta quinta-feira (16) com a estreia do programa Tolerância Zero. Atualizado em 16 de julho de 2026, o plano de segurança da prefeitura instalou grades metálicas em diversos acessos às praias, como em Copacabana, para controlar a circulação e coibir o comércio irregular no trecho que vai do Leme ao Leblon.
Anunciado como um "choque de ordem", o Tolerância Zero é uma iniciativa da Prefeitura do Rio para combater a exploração irregular do espaço público e atividades criminosas na orla. Segundo a prefeitura, o programa emprega 138 agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop), que atuam em duplas em 69 pontos de monitoramento fixos, conforme noticiado pelo jornal O Globo e pela VEJA RIO.
A fiscalização abrange toda a área entre os prédios e o mar, incluindo calçadão e areia. As ações previstas incluem o controle de acesso, a apreensão de mercadorias sem comprovação de origem e o combate a depósitos clandestinos.
O início do programa foi marcado por uma forte presença de agentes e mudanças visíveis na paisagem e na rotina da orla.
Estruturas metálicas foram instaladas em esquinas movimentadas da Avenida Atlântica, em Copacabana, como nos cruzamentos com as ruas Hilário de Gouveia, Siqueira Campos e Figueiredo de Magalhães, de acordo com relatos de diversos veículos. Também foram vistas grades nos acessos de pedestres da praia do Arpoador. No entanto, pontos como as Avenidas Princesa Isabel e Prado Júnior não receberam os bloqueios.
A mudança mais sentida foi o desaparecimento de muitos vendedores ambulantes. Vendedores de milho cozido, queijo coalho e espetinhos, que utilizam botijões de gás ou carvão — equipamentos proibidos por um decreto anterior —, não foram vistos na areia, como reportado pelo portal Extra. A operação também resultou na apreensão de "quentinhas" no Leme.
Uma artesã, Thaís Amém, foi abordada por agentes e orientada a recolher seus produtos em Copacabana, embora a mercadoria não tenha sido apreendida. Em contraste, vendedores licenciados, como os de mate e Biscoito Globo, continuaram trabalhando normalmente, pois a profissão é considerada patrimônio cultural carioca desde 2012.
O programa abrange toda a orla da Zona Sul, em uma área que se estende da praia do Leme à praia do Leblon, incluindo Copacabana, Arpoador e Ipanema.
O sumiço está relacionado à fiscalização de um decreto municipal de 2025 que proíbe o uso de equipamentos com gás ou carvão, como carrocinhas de milho e churrasqueiras, nas praias. O Tolerância Zero intensificou essa fiscalização.
Não. A operação foca no comércio irregular e em mercadorias sem procedência comprovada. Vendedores com licença e que seguem as regulamentações, como os de mate, puderam continuar suas atividades, segundo relatos do primeiro dia.
O primeiro dia do programa Tolerância Zero implementou mudanças visíveis e imediatas na orla da Zona Sul do Rio, com a instalação de grades e uma redução drástica do comércio ambulante irregular. A medida, que visa aumentar a ordem e a segurança, gerou reações diversas e impactou diretamente a rotina de trabalhadores que dependem da venda nas praias.
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