Investigado preso pela morte de Maria Eduarda é apontado como responsável por remover câmera, peça-chave na investigação. Equipamento segue desaparecido.
Olyvio Marques
Editor · São Paulo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Polícia Civil de São Paulo identificou João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos presos por envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, como o responsável por retirar a câmera GoPro que estava com a vítima após sua queda fatal durante um salto de rope jump. Atualizado em 22 de junho de 2026. O equipamento, considerado peça-chave para a investigação, ainda não foi localizado, de acordo com informações do portal Metrópoles.
João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, integrava o grupo "Entre Cordas", responsável pela organização do evento na Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis (SP). Segundo o Ministério Público, ele estava posicionado na base da ponte durante o salto e teria condições de notar irregularidades no equipamento de segurança da vítima, conforme apurado pelo portal Brasil 247.
A investigação aponta que, imediatamente após a queda, João Antônio se aproximou do corpo de Maria Eduarda e removeu a câmera, em uma conduta que a promotoria classifica como "supressão de elemento probatório central". Uma testemunha presencial relatou à polícia ter visto o momento em que o investigado retirou o equipamento da jovem, segundo a Rádio Itatiaia. Em depoimento, João Antônio negou a acusação, afirmando ter apenas verificado os sinais vitais da vítima.
Não. Apesar do cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados, a câmera GoPro permanece desaparecida. A polícia apreendeu celulares e outros equipamentos eletrônicos que passarão por perícia para auxiliar no esclarecimento dos fatos, conforme nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgada pelo Portal SGC.
Além de João Antônio, outras cinco pessoas estão presas. Três instrutores, Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves, foram presos em flagrante no dia do acidente e tiveram a prisão convertida em preventiva, sendo indiciados por homicídio com dolo eventual.
Posteriormente, foram presos temporariamente João Antônio, Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves. A polícia solicitou a prorrogação da prisão do trio por 30 dias. Segundo as investigações, Evelyne era a organizadora do grupo e teria apagado a conta do "Entre Cordas" no Instagram após a tragédia. Gabriel Barros Martins também integrava a equipe e fugiu do local sem prestar esclarecimentos, de acordo com o Metrópoles.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu em 13 de junho após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros da Ponte do Esqueleto. A investigação aponta que ela saltou sem que a corda principal de segurança estivesse conectada ao seu equipamento.
A câmera, que estava acoplada ao corpo da vítima, poderia conter imagens dos momentos que antecederam o salto. Essas gravações são consideradas cruciais para esclarecer a sequência de falhas nos procedimentos de segurança que levaram à morte da jovem.
O acidente ocorreu na chamada Ponte do Esqueleto, uma estrutura ferroviária inacabada que fica na divisa dos municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. O local era frequentemente usado para a prática de esportes radicais.
A identificação do suspeito de remover a GoPro representa um avanço significativo na investigação, que agora apura não apenas a falha fatal no salto, mas também uma possível tentativa de ocultação de provas. A localização da câmera continua sendo uma prioridade para a polícia, enquanto os seis investigados permanecem presos à disposição da Justiça.
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