Russell Crowe relembrou os desafios nas filmagens de Gladiador, revelando que travou 'batalhas diárias' e quase desistiu. Saiba como o filme o transformou.
Olyvio Marques
Editor · Filmes · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 22 de junho de 2026. Quase 26 anos após a estreia de Gladiador (2000), Russell Crowe revelou que a experiência de filmar o épico que lhe rendeu um Oscar foi uma transformação pessoal e profissional, marcada por uma luta constante nos bastidores. O ator afirmou que precisou travar "batalhas diárias" para preservar a integridade de seu personagem, Maximus, em um processo que quase o fez abandonar o projeto.
Apesar do sucesso estrondoso, as filmagens de Gladiador foram turbulentas. Crowe confessou em entrevista à Vanity Fair que o roteiro inicial era "uma porcaria, um lixo completo". Segundo o ator, o projeto começou com apenas 21 páginas de script com as quais ele e o diretor Ridley Scott concordavam. Ele chegou a cogitar "pegar um avião e sair daqui" em alguns momentos, incomodado com sequências bizarras que não soariam bem para o público moderno.
Além dos problemas com o roteiro, Crowe relembrou que travou "batalhas diárias" para preservar a força moral de Maximus. Em entrevista à rádio australiana Triple J, ele contou que havia insistência para inserir cenas que, em sua visão, enfraqueciam o personagem, o que o forçou a lutar para manter a essência que tornou o filme especial.
Mesmo com a aclamação e o Oscar de Melhor Ator, Russell Crowe admitiu sentir-se "um pouco envergonhado" pela vitória. Ele acredita que a atuação de seu colega, Joaquin Phoenix, como o vilão Cómodo, foi "majestosa" e merecia mais reconhecimento. "Não sei por que o resto do mundo não entendeu o quão majestoso Joaquin estava", declarou ao SensaCine.
Além disso, em outra ocasião, o ator afirmou que o prêmio deveria ter sido do diretor. "Aquele é um filme autoral, de um diretor. Esse foi um dos momentos em que pensei: 'Por que recebi toda a atenção quando os verdadeiros prêmios do Oscar pertencem a Ridley Scott?'", disse ao programa 'Today'.
A experiência em Gladiador foi tão marcante que Crowe admite ter sentimentos mistos sobre a sequência, Gladiador II. "A única coisa que bate de verdade é um ciúme de leve", confessou, explicando que o filme mudou completamente sua carreira e a forma como as pessoas o viam. Ele também se disse "um pouco desconfortável" com a continuação, pois, como seu personagem está morto, ele não tem "voz sobre o que será feito".
Russell Crowe considerou abandonar as filmagens de Gladiador porque o roteiro inicial era, em suas palavras, "um lixo completo". O projeto começou com apenas 21 páginas de script aprovadas por ele e pelo diretor Ridley Scott, o que gerou grande incerteza.
Ele não se arrepende, mas expressou sentir-se "culpado" e "envergonhado". Crowe acredita que o Oscar de Melhor Ator deveria ter sido um reconhecimento maior ao diretor Ridley Scott e à "majestosa" atuação de Joaquin Phoenix.
O ator revelou sentir "um pouco de melancolia, um pouco de ciúme" em relação à sequência. Por seu personagem estar morto na trama, ele se sente desconfortável por não ter controle sobre o legado do filme que transformou sua carreira.
As revelações de Russell Crowe mostram que por trás do sucesso épico de Gladiador houve uma produção caótica e desafiadora. As "batalhas diárias" contra um roteiro fraco e as pressões externas forjaram não apenas um personagem icônico, mas também solidificaram a carreira de um ator que, mesmo com um Oscar em mãos, reconhece o trabalho coletivo como a verdadeira força do filme.
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