Durante uma manutenção na Villa Farnesina, um eletricista abriu um alçapão e encontrou afrescos barrocos intactos, escondidos há quase 200 anos. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Cultura · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Afrescos do século XVII, com cores vibrantes, foram descobertos por acaso na Villa Farnesina, um palácio renascentista em Roma, por um eletricista durante uma manutenção de rotina. Atualizado em 9 de dezembro de 2024, o achado ocorreu quando Davide Renzoni abriu um alçapão e iluminou um espaço oculto acima de um teto falso instalado no século XIX, revelando a obra de arte que estava escondida há quase 200 anos.
O eletricista Davide Renzoni estava trabalhando em um andaime quando notou um alçapão no teto abobadado de uma das salas. Ao abri-lo e iluminar a cavidade escura, deparou-se com uma cena impressionante: querubins (putti), paisagens com colinas e o brasão da família Farnese, que deu nome ao palácio. "Meu primeiro sentimento foi de espanto, imenso espanto", relatou Renzoni, conforme noticiado pela Euronews.
Após a descoberta, Renzoni contatou imediatamente Virginia Lapenta, curadora da Villa Farnesina, que, ao ver o brasão dos Farnese, percebeu que um novo capítulo da história do palácio havia sido encontrado. A descoberta foi mantida em segredo por um ano para que conservadores e pesquisadores pudessem estudar e restaurar as pinturas.
Análises preliminares sugerem que os afrescos foram criados pelo pintor barroco Carlo Maratta e seus alunos, Girolamo Troppa e Francois Simonot, por volta de 1693. A Villa Farnesina é mundialmente famosa pelos afrescos de Rafael, mas esta nova descoberta revela o trabalho de outros mestres em áreas menos conhecidas do edifício, como o antigo salão de Agostino Chigi, o banqueiro que construiu o palácio no início do século XVI.
As pinturas foram preservadas graças a uma grande reforma realizada na vila entre 1861 e 1863. Durante essa obra, um novo teto foi construído abaixo do original para corrigir problemas estruturais, o que acabou por selar e proteger os afrescos por décadas.
Os afrescos foram descobertos pelo eletricista Davide Renzoni durante um trabalho de manutenção de rotina no palácio renascentista em Roma.
Os afrescos datam do século XVII e são atribuídos ao pintor barroco italiano Carlo Maratta e seus alunos, Girolamo Troppa e François Simonot.
Não, o local é inacessível ao público devido ao espaço apertado. No entanto, os afrescos podem ser admirados virtualmente através de fotografias de alta resolução e vídeos em uma nova exposição na Villa Farnesina, intitulada "O Século XVII na Villa Farnesina", em cartaz até 12 de janeiro de 2025.
A descoberta acidental na Villa Farnesina não apenas adiciona uma peça significativa ao quebra-cabeça da história decorativa do palácio, mas também destaca como tesouros artísticos podem permanecer ocultos por séculos, aguardando um golpe de sorte — ou um feixe de luz de um eletricista — para serem revelados ao mundo.
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