Novo título público se tornou o segundo mais vendido do Tesouro Direto no período, com captação média de R$ 100 milhões por dia.
Olyvio Marques
Editor · Finanças Pessoais · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Tesouro Reserva, novo título público do governo federal com liquidez 24 horas, ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em captação apenas duas semanas após seu lançamento, em 11 de maio. O produto acumulou R$ 1,094 bilhão no período, consolidando-se como o segundo papel mais vendido do Tesouro Direto.
Com uma média de R$ 100 milhões captados por dia, o Tesouro Reserva foi projetado para ser uma alternativa à caderneta de poupança e a outros investimentos de curto prazo, como CDBs de liquidez diária e fundos DI.
No período de suas duas primeiras semanas, o Tesouro Reserva ficou atrás apenas do Tesouro Selic, que captou R$ 1,9 bilhão. O novo título superou outras opções tradicionais, como o Tesouro IPCA+ (R$ 1,016 bilhão) e o Tesouro Prefixado (R$ 836 milhões), demonstrando forte adesão inicial dos investidores.
O principal atrativo do Tesouro Reserva é a combinação de segurança e alta liquidez. O investimento pode ser feito a partir de R$ 1, com resgates disponíveis a qualquer hora do dia, inclusive em fins de semana e feriados, com o dinheiro caindo na conta via Pix. O rendimento acompanha 100% da taxa Selic e, ao contrário de outros títulos, não possui oscilação de preço ("marcação a mercado"), o que significa que o saldo nunca fica negativo.
Assim como outros investimentos de renda fixa, o Tesouro Reserva possui cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos, com alíquotas regressivas de 22,5% a 15%, dependendo do tempo de aplicação. Resgates feitos antes de 30 dias também estão sujeitos ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Uma vantagem para pequenos investidores é a isenção da taxa de custódia da B3 (0,20% ao ano) para valores aplicados de até R$ 10 mil.
Atualmente, o Tesouro Reserva está disponível exclusivamente para clientes do Banco do Brasil. No entanto, a B3 já abriu o cadastramento para que outras instituições financeiras possam oferecer o produto, com a expectativa de que os maiores bancos integrem a aplicação em suas plataformas até o final do ano.
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