Produto de manejo sustentável em Rondônia pode ganhar Indicação Geográfica, valorizando a produção local e abrindo novos mercados. Entenda o impacto.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A carne de jacaré produzida de forma sustentável na Reserva Extrativista (Resex) Lago do Cuniã, em Rondônia, está prestes a dar um passo decisivo para obter o selo de Indicação Geográfica (IG), um reconhecimento que pode transformar a bioeconomia amazônica. Atualizado em 26 de julho de 2026.
Entre os dias 1º e 6 de setembro, será iniciada uma nova fase técnica do processo, dando continuidade a um diagnóstico realizado em 2025, conforme divulgado por múltiplos veículos de comunicação locais. A iniciativa, coordenada por entidades como a Prefeitura de Porto Velho, ICMBio, Ibama e Sebrae, visa certificar que o produto possui características únicas ligadas ao seu território de origem.
A Indicação Geográfica (IG) é um selo concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que funciona como um certificado de origem e qualidade. Para a carne de jacaré do Lago do Cuniã, a conquista do selo representa uma série de benefícios diretos, como destacado pelo portal Compre Rural:
Diferente da caça predatória, a produção na Resex Lago do Cuniã é baseada em um plano de manejo sustentável autorizado e monitorado por órgãos ambientais como o ICMBio e o Ibama. Segundo informações da Prefeitura de Porto Velho, a prática visa o controle populacional dos crocodilianos, o que contribui para o equilíbrio ecológico da reserva.
Essa atividade regulamentada não só gera renda com a comercialização da carne, mas também com o aproveitamento do couro, agregando mais valor à cadeia produtiva. O processo é fortalecido pela recente regularização do abatedouro local, que recebeu licença de operação ambiental em 2026, garantindo a conformidade com as exigências legais e sanitárias.
A carne de jacaré já desperta o interesse do mercado gastronômico por suas qualidades nutricionais e sabor. O produto é conhecido por ter baixo teor de gordura, alto teor de proteínas e uma textura macia, com sabor suave frequentemente comparado ao de peixes de carne firme ou aves. A sua origem, atrelada a um projeto de conservação da fauna amazônica, é um forte atrativo para consumidores conscientes.
A carne é produzida na Reserva Extrativista (Resex) Lago do Cuniã, localizada no município de Porto Velho, em Rondônia, por comunidades tradicionais.
Sim. A produção na Resex Lago do Cuniã ocorre por meio de um manejo sustentável para controle populacional, autorizado e monitorado por órgãos como o ICMBio e o Ibama, garantindo a conservação da espécie e do ecossistema.
É uma carne com baixo teor de gordura, rica em proteínas, de textura macia e sabor suave. É considerada uma proteína diferenciada e de alta qualidade.
Caso a Indicação Geográfica seja concedida, a carne de jacaré do Lago do Cuniã se juntará a um seleto grupo de produtos brasileiros com origem protegida. Mais do que um selo, a certificação representa o reconhecimento de um modelo que une conservação ambiental, desenvolvimento social e geração de riqueza, consolidando Rondônia como uma referência na bioeconomia amazônica.
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