Plano causa perplexidade em autoridades, pois Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já pagou R$ 35 bilhões a credores da instituição financeira.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 1 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou uma proposta em seu acordo de delação premiada para assumir novamente o controle da instituição financeira. O objetivo é administrar a venda de ativos, quitar as dívidas e, caso haja saldo remanescente, ficar com os valores.
A proposta, revelada pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, chegou às autoridades que negociam a colaboração e ao governo federal, causando perplexidade.
O plano de Vorcaro consiste em transformar a liquidação extrajudicial do Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, em uma liquidação ordinária. Na modalidade extrajudicial, um interventor nomeado pelo BC administra o processo. Já na ordinária, os próprios sócios apresentam um plano para resolver a crise de solvência.
A surpresa das autoridades se deve ao fato de que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já desembolsou mais de R$ 35 bilhões para pagar credores do banco. Com o passivo significativamente reduzido, a venda dos ativos restantes poderia gerar um saldo positivo, que, pelo plano, beneficiaria os sócios, incluindo Vorcaro.
A proposta surge em um momento em que a Polícia Federal (PF) retomou as negociações para a delação premiada com o ex-banqueiro, uma semana após ter rejeitado a versão inicial por considerá-la insuficiente. Investigadores comunicaram ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o interesse em discutir novos termos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também participa das tratativas. A expectativa é que Vorcaro possa ressarcir até R$ 60 bilhões pelas irregularidades que teria cometido. O escândalo do Banco Master é considerado o maior caso de fraude bancária da história do Brasil, com um rombo estimado em R$ 51,8 bilhões.
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