A histórica Papelera del Sur, em Tornquist, encerrou suas atividades devido à concorrência com importados. A decisão deixa 160 famílias desempregadas. Entenda o impacto.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A tradicional Papelera del Sur, localizada em Tornquist, na Argentina, fechou suas portas após mais de 50 anos de atividade, resultando na demissão de cerca de 160 trabalhadores. A decisão, anunciada no início de novembro de 2026, foi atribuída pela empresa à inviabilidade econômica da produção local frente à concorrência com papelão importado, principalmente do Brasil. Atualizado em 6 de novembro de 2026.
Segundo a administração da empresa, pertencente ao Grupo HZ, a produção de papelão reciclado em Tornquist deixou de ser lucrativa. A principal justificativa é a dificuldade de competir com o custo do material importado do Brasil. Conforme relatos sindicais, a companhia optou por comprar a matéria-prima no exterior para abastecer outras unidades do grupo que fabricam embalagens, em vez de produzi-la localmente. Fatores como maquinário obsoleto e altos custos operacionais também contribuíram para a decisão.
A fábrica já enfrentava dificuldades, tendo operado com suspensões e reduções de jornada durante o ano de 2025, de acordo com a imprensa local.
O fechamento representa um golpe devastador para a economia de Tornquist, uma cidade com cerca de 7.500 habitantes onde a Papelera del Sur era uma das maiores empregadoras do setor privado. A perda dos 160 empregos diretos afeta não apenas as famílias dos trabalhadores, mas toda a cadeia econômica, incluindo:
Gustavo Lanaro, secretário-geral do sindicato dos papeleiros, destacou que o dinheiro gerado pela fábrica circulava na cidade, e o fechamento "afetará os lojistas e os proprietários de pequenas lojas", impactando toda a comunidade.
A notícia gerou comoção entre os funcionários, com vídeos de trabalhadores chorando sendo compartilhados nas redes sociais. O sindicato dos papeleiros busca reverter a decisão e participa de audiências mediadas pelo Ministério do Trabalho da província de Buenos Aires, que interveio no caso. A prefeita de Tornquist, Estefanía Bordoni, criticou as políticas econômicas do governo nacional, responsabilizando-as pela crise industrial. A empresa, por sua vez, comprometeu-se a pagar todas as indenizações aos trabalhadores demitidos até o final de novembro.
Aproximadamente 160 trabalhadores foram demitidos. O número inclui cerca de 105 a 110 funcionários sindicalizados e outros 50 que trabalhavam fora do acordo coletivo.
A fábrica da Papelera del Sur estava localizada na cidade de Tornquist, no sudoeste da província de Buenos Aires, Argentina.
A empresa alegou que a produção local se tornou inviável economicamente devido aos altos custos e à concorrência com o papelão importado, principalmente do Brasil, que é mais barato.
O fechamento da Papelera del Sur em Tornquist encerra um capítulo de mais de meio século na história industrial da região, deixando um rastro de desemprego e incerteza. A decisão, motivada pela mudança de estratégia da empresa para importação, evidencia os desafios enfrentados pela indústria argentina e o profundo impacto social que tais medidas podem causar em pequenas comunidades.
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