Enquanto Magazine Luiza aprofunda perdas com prejuízo de R$ 72,5 milhões no 2T26, Havan mantém plano de expansão de lojas. Entenda os motivos.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Magazine Luiza (MGLU3) registrou um prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões no segundo trimestre de 2026, aprofundando o resultado negativo em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em um movimento contrário, a Havan, do empresário Luciano Hang, mantém seu plano de expansão com a construção de novas lojas pelo Brasil. Atualizado em 7 de agosto de 2026.
O resultado negativo de R$ 72,5 milhões representa uma piora significativa frente à perda de R$ 24,4 milhões registrada no segundo trimestre de 2025, segundo balanço divulgado pela companhia. Na linha ajustada, o prejuízo foi de R$ 50,4 milhões, revertendo um lucro de R$ 1,8 milhão no ano anterior.
A receita líquida da varejista caiu 2,6%, totalizando R$ 8,9 bilhões. O desempenho foi impactado por dinâmicas opostas nos canais de venda:
Enquanto o Magazine Luiza enfrenta um cenário adverso, a Havan segue uma estratégia focada no crescimento de sua rede física. A empresa, comandada por Luciano Hang, continua inaugurando novas unidades em diferentes estados, mantendo um modelo de negócio mais tradicional e com uma estrutura de custos considerada mais enxuta por analistas.
Essa abordagem, centrada em grandes lojas e controle de despesas, tem permitido à Havan apresentar uma rentabilidade proporcionalmente maior em períodos anteriores, mesmo com um faturamento total inferior ao do Magazine Luiza, conforme apontam relatórios do setor.
A divergência nos resultados das duas gigantes do varejo pode ser explicada por uma combinação de fatores macroeconômicos e estratégias de negócio distintas.
Especialistas apontam que os juros elevados, a redução do consumo das famílias e o aumento dos custos operacionais pressionam o desempenho de diversas varejistas. O cenário de crédito mais caro afeta diretamente empresas que dependem de financiamento para operações e vendas.
O Magazine Luiza investiu pesadamente para se tornar um ecossistema digital, com altos custos em tecnologia, logística e marketplace. Já a Havan mantém um foco maior em suas operações físicas, o que resulta em uma estrutura de custos diferente e, em alguns casos, margens de lucro maiores.
Um dos principais fatores para o prejuízo do Magalu foi o resultado financeiro líquido, que ficou negativo em R$ 572,3 milhões, uma piora de 15,5% em um ano. Esse aumento está ligado à necessidade de antecipar recebíveis para pagar fornecedores após reforçar estoques para a Copa do Mundo.
O Magazine Luiza registrou um prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões no segundo trimestre de 2026, um valor quase três vezes superior à perda de R$ 24,4 milhões do mesmo período em 2025.
O resultado negativo foi causado principalmente pelo aumento das despesas financeiras, que chegaram a R$ 572,3 milhões, combinado com uma queda de 11,9% nas vendas do e-commerce e um cenário econômico de juros altos.
As fontes disponíveis não informam o resultado financeiro da Havan para o segundo trimestre de 2026. A comparação se baseia na estratégia de expansão contínua da Havan em contraste com os desafios financeiros enfrentados pelo Magazine Luiza no período.
O segundo trimestre de 2026 evidencia os caminhos distintos trilhados por duas das maiores varejistas do Brasil. Enquanto o Magazine Luiza lida com os custos de sua complexa operação digital e um cenário macroeconômico desafiador, a Havan segue firme em sua estratégia de expansão física, mostrando que diferentes modelos de negócio podem gerar resultados muito diferentes no competitivo setor de varejo.
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