Novas descobertas de ouro, prata e cobre na fronteira com o Chile posicionam a Argentina como um polo global de mineração. Entenda o impacto do Projeto Vicuña.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Argentina confirmou a descoberta de novos e significativos depósitos de ouro, prata e cobre na Cordilheira dos Andes, posicionando o país como um novo polo estratégico na mineração global. Atualizado em 22 de junho de 2026. As descobertas, localizadas na província de San Juan, fazem parte do gigantesco Projeto Vicuña, que já atrai a atenção de investidores e pode redefinir o mercado de metais preciosos na América Latina.
As explorações na região, especialmente no projeto Filo Sur, identificaram uma faixa contínua de minerais valiosos a partir de 108 metros de profundidade, o que é considerado raso para os padrões da mineração. Segundo a empresa canadense Mogotes Metals, um dos trechos mais ricos mediu 86 metros e apresentou uma média de 0,7% de cobre, 0,55 gramas de ouro por tonelada (g/t) e 2,7 gramas de prata por tonelada.
Esses achados reforçam o potencial do distrito de Vicuña, uma área na fronteira entre Argentina e Chile que se tornou um dos endereços mais cobiçados pela mineração mundial por concentrar depósitos gigantes de cobre, ouro e prata.
O Projeto Vicuña é um complexo mineral que reúne dois grandes depósitos: Filo del Sol e Josemaría. A iniciativa é liderada por gigantes do setor, como a australiana BHP e a canadense Lundin Mining. O potencial é tão grande que o projeto é considerado um dos maiores descobrimentos de cobre em áreas inexploradas dos últimos 30 anos.
Estimativas iniciais apontam para um volume de aproximadamente 12 milhões de toneladas de cobre e mais de 80 milhões de onças de ouro e prata. Para viabilizar a operação, as empresas planejam um investimento que pode chegar a US$ 18 bilhões, com início de produção previsto para 2030.
A confirmação desses depósitos representa uma oportunidade estratégica para a economia argentina, com potencial para impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB), gerar empregos e atrair investimentos estrangeiros diretos. O governo local já classifica o projeto como um dos maiores investimentos da história do país.
No cenário global, a Argentina pode desafiar o domínio de Chile e Peru, tradicionais líderes na produção de cobre na América do Sul. A crescente demanda por cobre, metal essencial para a transição energética (carros elétricos, painéis solares e redes de energia), torna essa descoberta ainda mais relevante para a economia mundial.
Os depósitos estão localizados na província de San Juan, na Argentina, em uma região montanhosa da Cordilheira dos Andes, próxima à fronteira com o Chile. A área faz parte do distrito mineral de Vicuña.
As gigantes da mineração BHP (australiana) e Lundin Mining (canadense) lideram o Projeto Vicuña. A empresa Mogotes Metals também realiza perfurações na área, especificamente no projeto Filo Sur.
Não. Os achados estão em fase de exploração. Embora os resultados iniciais sejam promissores, são necessários mais estudos de viabilidade técnica e econômica para confirmar se a extração é viável e transformar o depósito em uma reserva mineral pronta para a mineração comercial.
A descoberta de vastos depósitos de ouro, prata e cobre na Argentina marca um momento histórico para a mineração na América do Sul. Com investimentos bilionários a caminho e um potencial geológico imenso, o país se prepara para se tornar um protagonista no mercado global de metais estratégicos, essenciais para a economia e o futuro da energia limpa.
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