Em Saint-Jean-de-Monts, França, moradores de um prédio de 1964 não podem usar suas varandas por risco estrutural. Entenda o prazo para evitar a evacuação.
Olyvio Marques
Editor · Europa · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Moradores de um prédio com vista para o Oceano Atlântico em Saint-Jean-de-Monts, na França, estão proibidos de usar suas próprias varandas desde 15 de julho. A medida foi imposta pela prefeitura após um laudo técnico apontar graves problemas estruturais que comprometem a segurança do edifício Clemenceau, construído em 1964. Atualizado em 14 de setembro de 2026.
A interdição ocorreu devido à deterioração avançada da estrutura, causada pela exposição contínua ao ambiente marinho. Um relatório de janeiro de 2026 revelou falhas graves de impermeabilização, corrosão das armaduras de ferro dentro do concreto e uma concentração excessiva de cloretos, segundo o jornal Figaro Immobilier. O prefeito Jean-Marc Beyrand afirmou que a decisão foi tomada "para proteger a população e os habitantes deste imóvel", já que placas de concreto e revestimentos começaram a se desprender.
Os principais problemas identificados incluem:
A prefeitura deu um ultimato aos cerca de 40 a 49 coproprietários: encontrar uma solução e iniciar os reparos até o final de dezembro. Caso o prazo não seja cumprido, a prefeitura poderá determinar a interdição completa do edifício, obrigando todos os moradores a evacuarem seus apartamentos. Além da evacuação, os proprietários podem enfrentar uma multa de 100 euros por dia e por apartamento, conforme noticiado pelo jornal L'Indépendant.
A situação também gera um grande impacto financeiro. O presidente do conselho sindical da residência alertou que o custo da obra será significativo, o que pode levar alguns proprietários a tentarem vender seus imóveis em condições desfavoráveis.
Apesar da urgência, a busca por uma solução está paralisada por divergências entre os coproprietários. Segundo o portal Le Bouillon, o principal impasse é a escolha de um mestre de obras para coordenar os estudos técnicos e o projeto de reparo. Alguns membros do conselho sindical exigem a análise de mais de uma proposta antes de tomar uma decisão, enquanto o tempo para o prazo final se esgota. Duas opções de obra estão sobre a mesa: o reforço das varandas existentes ou uma reforma completa.
O edifício, chamado residência Clemenceau, está localizado na cidade costeira de Saint-Jean-de-Monts, na região de Vendée, na costa atlântica da França.
O risco principal é o colapso parcial ou total das varandas, cuja capacidade de carga foi comprometida pela corrosão e degradação do concreto. Já foram registradas quedas de pedaços de concreto, o que levou à interdição preventiva.
Sim. Se os coproprietários não chegarem a um acordo e não iniciarem as obras de reparo até o prazo de dezembro, a prefeitura tem autoridade para emitir uma ordem de interdição total do prédio, forçando a evacuação de todos os apartamentos por questões de segurança.
Os moradores da residência Clemenceau vivem uma corrida contra o tempo, pressionados por um risco estrutural iminente, custos elevados de reparo e a ameaça de perderem suas casas. O caso expõe a vulnerabilidade de construções antigas em ambientes costeiros, onde a ação do sal e do vento acelera a deterioração e exige manutenção constante para garantir a segurança.
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