Afundamento de pista em Simões Filho e obras na alça da BA-522 travam a BR-324, gerando filas de até 7 km e transtornos para motoristas. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Bahia · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma combinação de problemas estruturais e obras programadas transformou a BR-324 em um cenário de caos para motoristas, especialmente caminhoneiros, nesta semana. Atualizado em 8 de julho de 2026, a rodovia enfrenta um bloqueio total no km 604 devido a um afundamento de pista em Simões Filho, somado a uma retenção no km 593 por obras na alça de acesso à BA-522, causando congestionamentos de até sete quilômetros.
O principal transtorno começou na manhã de terça-feira (7), quando um afundamento no pavimento foi identificado no km 604 da BR-324, no sentido Feira de Santana. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o problema foi causado por uma falha estrutural em um bueiro localizado sob a rodovia. Inicialmente, apenas a faixa da esquerda foi interditada por volta das 9h15, mas após uma reavaliação de segurança, o bloqueio tornou-se total às 13h20, com o tráfego sendo desviado para a pista lateral.
Além do imprevisto, um bloqueio temporário já estava em vigor desde o início da semana no km 593, na alça de acesso à BA-522, para obras de recuperação do pavimento. Esta segunda retenção, que deve seguir até sábado (11), intensificou o congestionamento e o sofrimento dos motoristas que dependem da via. A situação foi agravada ainda por um terceiro incidente na terça-feira: uma carreta que ficou atravessada em "L" no km 606, bloqueando a via por várias horas.
Para os caminhoneiros, a situação é crítica. Com os bloqueios, muitos ficam parados no acostamento por horas, sem local adequado para descarregar ou descansar. "É o pior sofrimento do mundo. O pessoal está sofrendo no acostamento, com fome, com sede", relatou o caminhoneiro Joilson Cerqueira ao jornal Correio. Ele calcula que os congestionamentos acrescentam até três horas ao seu deslocamento diário.
Outros profissionais do volante, como Salvador Carneiro, apontam que a BR-324 está sobrecarregada há anos e defendem a construção de uma terceira via para aliviar o fluxo. A situação força muitos a buscar rotas alternativas, como a BA-093, ou a viajar durante a noite para evitar os piores horários.
O afundamento no km 604 foi provocado por uma falha estrutural em um antigo bueiro localizado sob o aterro da pista, conforme informado pelo DNIT.
A pista principal no km 604, sentido Feira de Santana, continua totalmente interditada, com desvio pela via lateral. Há um segundo ponto de retenção no km 593 devido a obras. O congestionamento chega a 7 km no sentido Feira e 1 km no sentido Salvador.
O DNIT está realizando obras emergenciais no local do afundamento, mas ainda não há uma previsão oficial para a liberação completa da rodovia. Os trabalhos de recuperação da via e recapeamento estão em andamento.
A série de incidentes na BR-324 expõe a fragilidade da infraestrutura e o impacto direto na vida de milhares de pessoas, principalmente dos caminhoneiros que dependem da rodovia para seu sustento. Enquanto as equipes do DNIT trabalham para solucionar o problema emergencial, a demanda por melhorias estruturais de longo prazo na via se torna cada vez mais urgente.
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