Foto de oficial do Exército com equipamento mal ajustado foi usada por site italiano para ilustrar erros de segurança. Entenda o caso e a importância do uso correto.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma imagem do general brasileiro Deocleciano José de Santa Netto usando um colete balístico de forma incorreta viralizou após ser usada como exemplo negativo por um portal italiano especializado em equipamentos táticos. O caso, divulgado em agosto de 2026, levantou debates sobre o preparo técnico e a importância do ajuste adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs) nas Forças Armadas. Atualizado em 8 de agosto de 2026.
O portal especializado italiano GOODFELLAS utilizou uma fotografia do general Deocleciano José de Santa Netto para ilustrar o uso incorreto de um porta-placas balístico. Conforme a publicação, a imagem foi classificada com o rótulo "RUIM", associando o ajuste inadequado a características como "desconfortável, instável, ineficaz e perigoso".
A análise do site destacou que o equipamento estava "frouxo, desalinhado e visivelmente mal ajustado ao corpo", o que compromete sua função protetora. Em contrapartida, a publicação apresentou uma imagem "BOA", mostrando um operador com o colete devidamente regulado e funcional. Segundo os especialistas do portal, um item mal ajustado perde sua eficácia protetora original.
O ajuste correto de um colete balístico ou de um Plate Carrier (porta-placas) é fundamental para garantir a proteção dos órgãos vitais. Um equipamento frouxo pode se deslocar durante o movimento, expondo áreas críticas do torso a ameaças. Além disso, a instabilidade pode atrapalhar o manuseio de armas e outros equipamentos.
Existem diferentes tipos de proteção, como os coletes de nível IIIA, mais flexíveis e destinados a projéteis de armas de menor calibre, e os Plate Carriers, que acomodam placas balísticas rígidas para proteção contra calibres de fuzil. Em ambos os casos, o ajuste ao corpo é um princípio básico de segurança e eficácia operacional.
O episódio ocorre em um momento em que o Brasil atualiza suas normas para equipamentos de proteção. Em maio de 2026, o Comando Logístico do Exército Brasileiro publicou a Portaria COLOG/C Ex nº 289, que moderniza a regulamentação de Equipamentos de Proteção Balística Individual (EPBI).
A nova norma alinha o país a padrões internacionais mais rigorosos, como o NIJ 0101.06, e estabelece um controle mais rígido sobre a fabricação, certificação e rastreabilidade de coletes, placas e capacetes. A medida visa aumentar a confiança e a segurança do usuário final, reforçando a importância do conhecimento técnico sobre os materiais utilizados.
O oficial militar cuja imagem foi utilizada como exemplo de uso incorreto de colete balístico é o general Deocleciano José de Santa Netto, conforme identificado pelo portal Montedo.
A foto foi publicada pelo portal italiano GOODFELLAS, que é especializado em cultura e equipamentos táticos, para ilustrar a maneira incorreta de ajustar um porta-placas balístico.
A Portaria COLOG/C Ex nº 289, de 2026, exige alinhamento com padrões internacionais mais modernos (NIJ 0101.06), define claramente conceitos como ICW e Stand Alone, e implementa um sistema de rastreabilidade total para cada equipamento, desde a fabricação até o descarte.
A repercussão internacional da imagem do general brasileiro serve como um alerta sobre a importância do treinamento contínuo e da atenção aos detalhes técnicos no uso de equipamentos de proteção. O caso evidencia que, para além da posse de materiais modernos, a proficiência em seu uso é o que garante a segurança e a eficácia em campo, um princípio reforçado pelas novas e mais rigorosas normas do Exército Brasileiro.
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