Campanha online acusa FIFA de favorecer Lionel Messi e ganha força após vitória polêmica sobre o Egito. Saiba se a iniciativa tem validade jurídica.
Olyvio Marques
Editor · Futebol · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma petição online que pede a exclusão da Argentina da Copa do Mundo de 2026 ultrapassou a marca de 14 milhões de assinaturas, com algumas fontes reportando um número próximo de 18 milhões. Atualizado em 16 de julho de 2026, o movimento, hospedado no site argentinaout.com, alega um suposto favorecimento da FIFA e da arbitragem à seleção de Lionel Messi. Apesar da enorme repercussão, a iniciativa tem caráter simbólico e não possui validade jurídica para alterar o andamento do torneio.
A campanha ganhou força exponencial após a controversa vitória da Argentina sobre o Egito nas oitavas de final, no dia 7 de julho. O texto da petição, disponível em 19 idiomas, afirma que o vencedor do Mundial "já está decidido" e pede a expulsão da equipe para dar "uma chance justa para todo mundo", conforme noticiado por veículos como O Liberal e O Tempo.
O estopim para a mobilização foi a dramática virada argentina por 3 a 2 contra o Egito. A equipe sul-americana perdia por 2 a 0, mas marcou três gols nos últimos 13 minutos. A partida foi marcada por decisões de arbitragem amplamente contestadas, incluindo:
As queixas não se limitam ao jogo contra o Egito. Críticos apontam outros lances polêmicos ao longo do torneio, como uma possível expulsão não marcada de Lionel Messi contra a Argélia e a controversa expulsão de Breel Embolo, da Suíça, nas quartas de final. Além disso, a rejeição à seleção argentina foi ampliada por episódios de racismo envolvendo torcedores, principalmente contra o influenciador norte-americano IShowSpeed, que foi alvo de gestos e xingamentos racistas em mais de uma partida, segundo o jornal O Tempo.
Não. A iniciativa não tem qualquer efeito jurídico ou poder para interferir na competição. De acordo com os regulamentos, apenas a FIFA tem a autoridade para aplicar sanções disciplinares ou excluir uma seleção de seus torneios, como confirmado por diversas fontes, incluindo O Globo e Poder360.
A petição ultrapassou a marca de 14 milhões de assinaturas. O número exato varia entre as fontes, com o jornal O Tempo reportando um valor que se aproxima de 18 milhões de apoiadores até o dia 16 de julho de 2026.
O presidente da Comissão de Arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, defendeu publicamente a atuação do árbitro e do VAR no jogo contra o Egito, afirmando que os protocolos foram seguidos corretamente. O técnico argentino, Lionel Scaloni, também rebateu as acusações, declarando que "seria impossível esconder qualquer manipulação" com a tecnologia atual e que erros fazem parte do futebol.
Apesar da pressão popular massiva, simbolizada pelas mais de 14 milhões de assinaturas, a petição não tem poder para excluir a Argentina da Copa do Mundo. A seleção confirmou sua vaga na final após vencer a Inglaterra e enfrentará a Espanha na decisão do torneio, enquanto as discussões sobre a arbitragem e o comportamento dos torcedores continuam a repercutir globalmente.
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