Conheça a história de Aoshima, a ilha japonesa com mais gatos que humanos. Entenda por que a população de felinos e pessoas está diminuindo. Saiba mais!
Olyvio Marques
Editor · Curiosidades · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Aoshima, uma pequena ilha no sul do Japão, ganhou fama mundial como a "Ilha dos Gatos" por abrigar uma população de felinos que chegou a ser seis vezes maior que a de humanos. No entanto, a realidade atual é de declínio, com um futuro incerto tanto para os animais quanto para os poucos moradores restantes. Atualizado em 22 de junho de 2026.
A história dos gatos em Aoshima começou na década de 1940. Na época, a ilha era uma próspera vila de pescadores com cerca de 900 habitantes, e os felinos foram introduzidos para controlar a infestação de ratos que danificavam os barcos e equipamentos de pesca, de acordo com relatos da imprensa local. Com o passar das décadas, a economia da ilha enfraqueceu, e a maioria dos moradores migrou para cidades maiores em busca de trabalho, abandonando suas casas.
Os gatos, no entanto, permaneceram. Sem predadores naturais e com acesso a abrigos nas casas vazias, sua população cresceu exponencialmente, enquanto a população humana diminuía drasticamente.
A fama da ilha atraiu turistas, mas a situação tornou-se insustentável. A população humana envelheceu e diminuiu a ponto de, em 2024, restarem apenas seis residentes, a maioria idosos. Cuidar de centenas de gatos tornou-se um desafio logístico e físico para a pequena comunidade.
Conscientes de que os gatos ficariam desamparados quando os últimos humanos se fossem, os moradores organizaram uma campanha de esterilização em massa em 2018. Segundo a organização de bem-estar animal Dobutsu Kikin, que auxiliou no processo, o objetivo era controlar a população de forma humanitária. Fontes indicam que mais de 200 gatos foram esterilizados, o que reduziu drasticamente o número de nascimentos na ilha.
Relatos mais recentes, de 2023 e 2024, apontam que a população de gatos caiu para cerca de 80, enquanto a humana é de apenas quatro a seis pessoas. Muitos dos felinos restantes são idosos e sofrem com problemas de saúde decorrentes de décadas de endocruzamento, como cegueira e doenças respiratórias. Hoje, eles sobrevivem principalmente de doações de alimentos enviadas de todo o Japão e da ajuda de voluntários.
De acordo com as estimativas mais recentes (2023-2024), a ilha de Aoshima abriga entre 4 e 6 residentes humanos e uma população de aproximadamente 80 gatos. Esse número é resultado direto da campanha de esterilização e do envelhecimento natural dos animais.
Os gatos foram originalmente levados à ilha para caçar ratos nos barcos de pesca. Com o êxodo da população humana a partir da metade do século XX, os felinos ficaram, se reproduziram sem controle e, sem predadores naturais, dominaram a ilha.
Sim, mas a visita exige planejamento. O acesso é feito por uma balsa que parte do Porto de Nagahama duas vezes ao dia, com capacidade limitada e viagens frequentemente canceladas devido ao mau tempo. A ilha não possui hotéis, restaurantes, lojas ou máquinas de venda automática; os visitantes devem levar sua própria comida e retornar no mesmo dia.
Aoshima é um exemplo fascinante de como a intervenção humana pode criar um ecossistema único, mas também revela os desafios de sua sustentabilidade. A "Ilha dos Gatos" está em um momento de transição, com sua famosa população felina diminuindo junto com seus cuidadores humanos. O futuro da ilha é uma página em branco, marcada pela história de uma comunidade que, um dia, foi dominada por seus companheiros de quatro patas.
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