Inky, um polvo do Aquário Nacional da Nova Zelândia, escapou por um ralo e percorreu 50 metros em uma tubulação até o mar. Entenda como o animal conseguiu.
Olyvio Marques
Editor · Curiosidades · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um polvo chamado Inky protagonizou uma fuga espetacular no Aquário Nacional da Nova Zelândia ao escapar de seu tanque, atravessar o chão e percorrer uma tubulação de 50 metros até alcançar o Oceano Pacífico. O episódio, ocorrido em 2016, voltou a circular nas redes sociais, destacando a inteligência e a incrível capacidade física desses animais. Atualizado em 6 de novembro de 2026.
A fuga de Inky foi descoberta pela manhã, quando funcionários do aquário encontraram seu tanque vazio. De acordo com a equipe, um rastro de umidade no chão permitiu reconstruir o caminho percorrido pelo animal durante a noite, quando o local estava fechado (fonte: NC News).
O primeiro passo da fuga foi possível porque a tampa do tanque de Inky ficou parcialmente aberta. A pequena fresta foi suficiente para que o molusco, conhecido por sua curiosidade, saísse do recinto (fonte: Olhar Digital).
Após sair do tanque, Inky deslizou pela lateral e percorreu cerca de três a quatro metros pelo chão do aquário. Seu instinto o guiou até um ralo de drenagem, a porta de entrada para sua liberdade (fonte: NC News).
O ralo conectava-se a um cano com apenas 15 centímetros de diâmetro e 50 metros de comprimento, que desembocava diretamente nas águas da Baía de Hawke. Inky percorreu todo o trajeto até retornar ao oceano (fontes: Metrópoles, Olhar Digital).
A capacidade dos polvos de atravessar espaços extremamente apertados foi fundamental para o sucesso da fuga. Diferentemente de outros animais, eles não possuem esqueleto, o que lhes confere uma flexibilidade impressionante. A única parte rígida de seu corpo é o bico, localizado na boca. Se o bico passar por uma abertura, o resto do corpo consegue atravessar (fonte: NC News).
No caso de Inky, que tinha o tamanho aproximado de uma bola de rúgbi, seu corpo maleável permitiu a passagem pela estreita tubulação de 15 centímetros de diâmetro (fonte: NC News).
Rob Yarrell, gerente do aquário na época, afirmou que a fuga não foi um sinal de que Inky estava infeliz. Ele descreveu o polvo como um "garoto muito curioso" que queria explorar o que havia do lado de fora. "Não acho que ele estava infeliz ou solitário conosco, até porque os polvos são criaturas solitárias. É apenas sua personalidade", detalhou Yarrell (fontes: 96FM, Metrópoles).
A equipe do aquário, embora triste com a partida, viu com otimismo o retorno de Inky ao seu habitat natural e decidiu não realizar buscas para recapturá-lo (fonte: Metrópoles).
Após chegar ao oceano pela tubulação, Inky nunca mais foi visto. A administração do aquário considerou que ele retornou com sucesso ao seu ambiente natural e não organizou uma operação de busca (fontes: NC News, Olhar Digital).
Antes de viver no aquário, Inky foi resgatado por um pescador em 2014. Ele havia ficado preso em uma armadilha de lagostas e apresentava alguns ferimentos. O animal foi levado ao aquário para receber cuidados e lá viveu por cerca de dois anos (fonte: NC News).
Sim, polvos são considerados alguns dos invertebrados mais inteligentes. Eles possuem um sistema nervoso complexo e descentralizado, com grande parte dos neurônios distribuída em seus braços. Estudos mostram que são capazes de resolver problemas, abrir recipientes, usar ferramentas e aprender com a experiência (fontes: NC News, Olhar Digital).
A história da fuga de Inky é um exemplo notável da inteligência, curiosidade e das extraordinárias habilidades físicas dos polvos. O episódio não apenas fascinou o público em todo o mundo, mas também reforçou a necessidade de compreender e respeitar a complexidade da vida marinha, lembrando que o instinto de liberdade é uma força poderosa na natureza.
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