Uma operação delicada removeu 30 carpas do Viaduto dos Açorianos para obras de manutenção. Saiba como foi o resgate e para onde os peixes foram levados.
Olyvio Marques
Editor · Cidades · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma complexa operação resgatou 30 carpas gigantes do espelho d’água do Viaduto dos Açorianos, no Centro Histórico de Porto Alegre. A ação, coordenada por biólogos e veterinários da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), foi necessária para permitir a secagem do local para o início de obras de manutenção. Atualizado em 22 de setembro de 2026.
A remoção dos peixes foi feita de forma cuidadosa para garantir o bem-estar dos animais. Segundo a equipe técnica, o rebaixamento da água foi realizado gradualmente com motobombas para evitar estresse hídrico e manter a oxigenação, conforme detalhado pelo portal Poa 24 Horas. A captura foi estritamente manual, utilizando redes macias conhecidas como camaroeiros.
Entre os animais resgatados, havia exemplares de carpa-comum e carpa-espelho de grande porte. Alguns peixes, que habitavam o local há mais de oito anos, mediam até 60 centímetros e pesavam mais de cinco quilos. Antes do transporte, todos passaram por uma triagem veterinária para atestar a ausência de parasitas ou lesões.
Após a confirmação de que estavam saudáveis, as carpas foram acondicionadas em caixas térmicas com oxigênio e transportadas para novos lares temporários. Os destinos escolhidos foram os lagos do Parque Farroupilha (Redenção) e os tanques do Viveiro Municipal, locais com biomas aquáticos já estabilizados.
O retorno dos peixes ao Viaduto dos Açorianos está condicionado à finalização da limpeza e à neutralização do lodo no espelho d'água. A prefeitura realizará medições da qualidade da água antes de autorizar o repovoamento. Além disso, novas placas de sinalização serão instaladas para proibir a alimentação dos animais com pães e restos de comida, visando garantir sua longevidade.
A origem dos peixes é um mistério. A prefeitura de Porto Alegre e a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Sul (OAB/RS), adotante do espaço, afirmam que não foram responsáveis pela introdução dos animais no local, como reportado pelo Diário Gaúcho. Não há registros sobre quem, quando ou quantos peixes foram inseridos inicialmente.
A carpa é considerada uma espécie exótica e invasora. A bióloga Lúcia Helena Ribeiro Rodrigues, da UFRGS, explicou que são peixes muito tolerantes e com hábitos alimentares variados, o que pode impactar o ecossistema local. A própria Smamus destacou que o lago não foi projetado para receber peixes, possuindo apenas uma lâmina de água de 45 centímetros.
Sim. Entre novembro de 2023 e janeiro de 2024, os espelhos d'água passaram por uma limpeza que incluiu a remoção de 48 metros cúbicos de lodo. Naquela ocasião, os peixes maiores foram levados para o Zoológico de Canoas, enquanto os menores permaneceram no local durante as obras.
A operação de resgate das 30 carpas gigantes do Viaduto dos Açorianos foi executada com sucesso, garantindo a segurança dos animais durante as obras de manutenção. Os peixes aguardam em locais adequados e devem retornar ao seu habitat de origem assim que a qualidade da água for restabelecida, com novas medidas para proteger sua saúde a longo prazo.
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