Oficial que comandou a 30ª CIPM e dirigiu colégio militar é acusado de corrupção por suposto favorecimento a grupo criminoso no oeste baiano. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Polícia · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia, Luiz Augusto Normanha de Carvalho, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (7) sob a suspeita de receber R$ 286 mil de uma milícia armada que atuava no oeste do estado. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Terra Justa. Atualizado em 7 de outubro de 2026.
De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o oficial é acusado do crime de corrupção passiva militar. Ele já comandou a 30ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Santa Maria da Vitória e foi diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa.
Luiz Augusto Normanha de Carvalho tem uma carreira ligada à atuação da PM na região oeste da Bahia. Ele esteve à frente da 30ª CIPM, com sede em Santa Maria da Vitória, até o ano de 2023, conforme apurado pelo Correio 24h. Posteriormente, ocupou o cargo de diretor do Colégio da Polícia Militar em Bom Jesus da Lapa, sendo exonerado em setembro do ano anterior à sua prisão, segundo o portal Aratu On.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 3ª Promotoria de Justiça Militar, aponta que Normanha teria recebido R$ 286 mil do sargento da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos, já condenado por liderar a milícia. Os pagamentos seriam frequentes, com depósitos mensais de aproximadamente R$ 15 mil, além do custeio de despesas pessoais, como boletos da faculdade de sua filha.
Segundo o MP-BA, os valores tinham como objetivo garantir que o tenente-coronel deixasse de cumprir seu dever funcional de combater as atividades do grupo criminoso. A denúncia sustenta que o oficial não apenas se omitia, mas também colaborava ativamente com a milícia, auxiliando na definição de escalas de vigilantes armados, conforme noticiado pelo Bahia Notícias.
A organização criminosa, que atuou por mais de uma década na região de Correntina, prestava serviços de segurança privada para grileiros. O grupo é acusado de utilizar violência e ameaças para expulsar comunidades tradicionais de suas terras, de acordo com informações do Ministério Público. Após a prisão do sargento líder do grupo, o tenente-coronel teria usado sua influência para oferecer serviços irregulares de segurança a um fazendeiro local.
Ele foi preso preventivamente por suspeita de corrupção passiva militar. A acusação do MP-BA indica que ele recebeu R$ 286 mil de uma milícia para se omitir e colaborar com as atividades criminosas do grupo no oeste do estado.
Luiz Augusto Normanha de Carvalho é tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia.
A Operação Terra Justa é uma ação integrada do Ministério Público da Bahia, Secretaria de Segurança Pública e Corregedoria da PM que investiga a atuação de uma milícia armada envolvida em grilagem de terras e ameaças a comunidades tradicionais na região de Correntina.
A prisão do tenente-coronel Luiz Augusto Normanha de Carvalho representa um desdobramento significativo da Operação Terra Justa, expondo a suposta infiltração de uma organização criminosa em altos postos da segurança pública baiana. As acusações de corrupção e colaboração com a milícia serão agora analisadas pela Justiça no decorrer do processo criminal.
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