Para presidente do Parceiros da Educação, MEC deve focar currículo em competências essenciais para preparar jovens para a era da inteligência artificial.
Olyvio Marques
Editor · Educação · · 1 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O fundador e presidente do Parceiros da Educação, Jair Ribeiro, defendeu que o Ministério da Educação (MEC) deve priorizar o currículo escolar em competências essenciais de Português e Matemática, em vez de conteúdos específicos como "seno e cosseno". A afirmação foi feita durante o evento Brasil Adiante, promovido pelo Estadão.
Segundo Ribeiro, a necessidade de foco se baseia em dados preocupantes da educação brasileira. Ele citou que, de acordo com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2023, apenas 34% dos estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública têm nível de aprendizagem adequado em Português. Em Matemática, o cenário é ainda mais crítico, com apenas 5% dos alunos atingindo o desempenho esperado.
Para o especialista, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) atual "cobre muita coisa e não dá profundidade". Ele propõe três ações principais para o governo federal: uma revisão curricular para focar em habilidades essenciais, a expansão das escolas de período integral e a implementação de um programa robusto de recomposição de aprendizagem para os alunos com maior defasagem.
A urgência da mudança, segundo Ribeiro, está na necessidade de preparar os jovens para o mercado de trabalho e a interação com a inteligência artificial (IA). Ele argumenta que a IA pode ser uma "grande niveladora de conhecimentos", mas apenas para aqueles que dominam as competências fundamentais de interpretação de texto e raciocínio matemático básico. "Não precisa ensinar programação, mas precisa ensinar o que ele precisa pedir para a IA", afirmou.