Projeto ECOTUBA define data para iniciar a marcação de tubarões no Grande Recife após série de incidentes. Entenda como a tecnologia funcionará.
Olyvio Marques
Editor · Pernambuco · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O monitoramento de tubarões no Grande Recife tem data para começar: a primeira saída piloto está marcada para 4 de setembro, com início oficial das atividades no dia 5. A medida, executada pelo Projeto ECOTUBA, visa entender o comportamento dos animais e prevenir novos incidentes no litoral pernambucano, que registrou três ataques em 2026. Atualizado em 24 de agosto de 2026.
O projeto, que prevê a marcação de 50 tubarões ao longo de dois anos, será realizado em etapas. Inicialmente, dez receptores acústicos submersos serão instalados na costa para detectar os animais marcados em um raio de até um quilômetro.
A captura será feita através de pesca científica com espinhéis. A bordo da embarcação, os tubarões passarão por uma avaliação que inclui exames como ultrassom em fêmeas e coleta de amostras de sangue e tecido. Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), todo o procedimento deve durar cerca de 15 minutos para minimizar o estresse do animal.
Antes de serem devolvidos ao mar, os cientistas implantarão um transmissor acústico, do tamanho de uma pilha, que emite sinais captados pelos receptores. Os dados de deslocamento ajudarão a mapear as áreas de risco e a avaliar uma possível migração entre a costa e o arquipélago de Fernando de Noronha, onde já existe um monitoramento contínuo.
A iniciativa é retomada após mais de uma década de interrupção e uma sequência de incidentes graves em 2026. Neste ano, foram registrados três ataques na região: um fatal em Olinda, em janeiro, e outros dois em Piedade e Boa Viagem que resultaram em amputações.
O litoral metropolitano possui um trecho de 33 quilômetros considerado de risco crítico, entre a Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, e a Praia do Farol, em Olinda. Desde 1992, Pernambuco já registrou 84 incidentes com tubarões.
O trabalho é realizado por equipes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e integra o Projeto ECOTUBA, uma iniciativa do Cemit. O investimento, segundo o governo do estado, é de R$ 1,052 milhão.
Não. A tecnologia de telemetria acústica utilizada não permite o acompanhamento em tempo real, pois os dados precisam ser coletados fisicamente dos receptores. Além disso, o sistema só detecta os animais que foram previamente marcados, o que poderia gerar uma falsa sensação de segurança.
Sim. As ações estavam previstas para começar em julho, mas foram adiadas para agosto e, posteriormente, para setembro. O atraso ocorreu devido à necessidade de adaptação da embarcação que será utilizada nas operações de captura e marcação.
A retomada do monitoramento de tubarões no Grande Recife, com início em setembro, representa um passo importante para a segurança no litoral. Através da tecnologia de marcação e rastreamento, o Projeto ECOTUBA buscará gerar dados cruciais para a prevenção de incidentes, respondendo a uma demanda urgente após os recentes ataques.
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