Proprietários de poços artesianos irregulares no RS são notificados e têm 30 dias para agir. Saiba como regularizar, os custos e a multa de R$ 13.565.
Olyvio Marques
Editor · Rio Grande do Sul · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Proprietários de poços artesianos irregulares no Rio Grande do Sul, especialmente em cidades como Cachoeirinha e Gravataí, estão sendo notificados para regularizar sua situação. A partir do recebimento da notificação, o prazo é de 30 dias para iniciar o processo, que pode envolver custos de até R$ 10 mil com a contratação de um profissional habilitado. A alternativa sem custo é solicitar o lacre do poço à Corsan. Ignorar a determinação pode resultar em uma multa de R$ 13.565 por poço, conforme o Decreto Estadual N° 55.374/2020. Atualizado em 22 de junho de 2026.
A fiscalização, realizada em cooperação entre a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), o Ministério Público e a Corsan, oferece dois caminhos principais para quem possui um poço irregular. A decisão deve ser tomada dentro do prazo de 30 dias para evitar penalidades.
Para continuar utilizando o poço, o proprietário deve contratar um geólogo ou engenheiro de minas para conduzir o processo de outorga junto ao Sistema de Outorga do Rio Grande do Sul (SIOUT-RS). Segundo apurado pelo portal O Repórter, os custos com este profissional podem chegar a R$ 10 mil. Além disso, há uma taxa de R$ 395,62 para a outorga em si, no caso de vazões maiores.
Quem não deseja ou não pode arcar com os custos da regularização pode solicitar que a Corsan realize o lacre do poço. Este procedimento é gratuito e encerra a irregularidade, mas impede qualquer uso futuro daquela fonte de água. O poço também pode ser "tamponado", um processo de encerramento definitivo que exige a contratação de um profissional e tem custos, embora geralmente menores que a regularização.
Quem for notificado e não iniciar o processo de regularização ou solicitar o lacre dentro de 30 dias está sujeito a uma multa de 500 UPFs (Unidades de Padrão Fiscal). Com o valor da UPF-RS atual, a penalidade chega a R$ 13.565 por poço. A multa pode ser reaplicada caso a situação não seja resolvida, conforme previsto na legislação estadual.
O processo para obter a licença de uso do poço artesiano é dividido em duas etapas principais, realizadas através do portal SIOUT-RS:
Não. Em áreas urbanas atendidas por rede pública de abastecimento, a legislação proíbe o uso da água de poços para consumo humano, como ingestão, preparo de alimentos e higiene pessoal. A água de um poço regularizado só pode ser usada para fins como irrigação e limpeza.
Não, ter um poço artesiano devidamente licenciado não é crime. No entanto, perfurar ou utilizar um poço sem a autorização (outorga) do órgão ambiental competente é uma infração ambiental, sujeita a multas e outras sanções, como o embargo da estrutura.
A fiscalização visa garantir o controle sobre a extração de águas subterrâneas, um recurso natural limitado. A regularização permite que o Estado gerencie o uso dos aquíferos, evitando a exploração descontrolada e a contaminação, o que protege tanto o meio ambiente quanto a saúde pública.
A notificação para regularização de poços artesianos no Rio Grande do Sul exige uma ação rápida dos proprietários. É fundamental decidir entre arcar com os custos para legalizar o uso restrito da água ou optar pelo lacre gratuito para evitar a pesada multa de R$ 13.565. A medida busca a gestão sustentável dos recursos hídricos e a conformidade com a legislação ambiental vigente.
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