O MPDFT aumentou o valor da indenização contra a Blaze, Virginia e Neymar para R$ 380 milhões. Entenda o cálculo baseado no faturamento bilionário da empresa.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 22 de julho de 2026. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) elevou para R$ 380 milhões o valor da indenização por danos morais coletivos em uma ação civil pública contra a plataforma de apostas Blaze e os influenciadores Virginia Fonseca e Neymar Jr. O novo cálculo foi apresentado após o órgão ter acesso a um balancete financeiro da empresa.
Segundo a manifestação do promotor Paulo Roberto Binicheski, a Blaze registrou um faturamento bruto de aproximadamente R$ 1,9 bilhão entre janeiro e novembro de 2025. Com base nesse dado, o MPDFT propôs que a indenização seja calculada com base no teto de 20% previsto na Lei de Defesa da Concorrência, resultando no valor de R$ 380 milhões.
O cálculo para a indenização milionária foi definido a partir de critérios objetivos, considerando a alta capacidade financeira da Blaze. Conforme apurado pelo MPDFT, a empresa faturou R$ 1,9 bilhão em 11 meses de 2025, antes da incidência de impostos.
O promotor utilizou, por analogia, o limite de 20% do faturamento bruto que a Lei de Defesa da Concorrência permite para aplicação de sanções. O objetivo, segundo o órgão, é que a sanção tenha um efeito pedagógico e desestimule novas práticas semelhantes, superando a vantagem econômica obtida pela empresa com a conduta investigada.
Além de aumentar o valor do dano moral coletivo, o MPDFT incluiu um novo pedido na ação: que a Blaze seja condenada a devolver integralmente as perdas financeiras de apostadores diagnosticados com ludopatia (vício em jogos). Para isso, seria necessária a comprovação da condição por meio de laudo médico.
A solicitação se baseia na Lei nº 14.790/2023, que regulamenta as apostas e proíbe a participação de pessoas com o transtorno. Segundo a promotoria, a plataforma tem o dever de monitorar usuários com histórico de perdas sucessivas e assume a responsabilidade pelos prejuízos quando ignora esses sinais.
A ação civil pública investiga a atuação da Blaze e de influenciadores na divulgação dos serviços de apostas. Nomes como Virginia Fonseca, Neymar Jr., Lucas Lira e Bruna Sunaika foram citados. Embora Neymar não figure como réu no processo, o MPDFT solicitou acesso ao seu contrato para analisar os valores e as cláusulas do acordo publicitário.
A investigação apura se a publicidade realizada por celebridades induziu consumidores ao erro, especialmente com campanhas que sugeriam a possibilidade de obter "renda extra". Recentemente, uma decisão do TJDFT proibiu que Virginia e a Blaze divulguem anúncios que prometam lucros garantidos ou apresentem apostas como fonte de renda.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pede uma indenização por danos morais coletivos que pode chegar a R$ 380 milhões. O valor é calculado com base em 20% do faturamento bruto de R$ 1,9 bilhão da empresa em 2025.
Neymar Jr. não é réu na ação, mas foi citado pelo MPDFT, que solicitou acesso ao contrato publicitário do jogador com a Blaze. O objetivo é analisar os valores e as diretrizes de marketing envolvidas na promoção da plataforma.
O MPDFT pediu que a Justiça condene a Blaze a devolver integralmente as perdas de apostadores que comprovarem, com laudo médico, diagnóstico de ludopatia (vício em jogos). Este pedido ainda será analisado pela Justiça.
A ação contra a Blaze e seus influenciadores ganhou uma nova dimensão com o pedido de indenização de R$ 380 milhões, refletindo o alto faturamento da plataforma. Além da questão financeira, o processo busca estabelecer a responsabilidade da empresa na proteção de usuários vulneráveis, como os diagnosticados com ludopatia, e definir limites para a publicidade de apostas no Brasil. O caso segue em tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
Um novo acordo entre o CNJ e bancos como Nubank, Itaú, Caixa e BB permite o bloqueio de valores de devedores no mesmo dia da ordem judicial. Entenda como funciona.
Apresentadora aciona ex-paquita na Justiça por débitos de condomínio e IPTU em apartamento no Rio. Entenda os detalhes do processo e a versão de Sorvetão.
Relatório do Coaf detalha repasses de parentes do dono do Banco Master para templo em BH após cunhado alertar que 'obra vai parar'. Cúpula da igreja nega ciência.
Com os recursos do filho Daniel e do marido Henrique bloqueados, Aline Vorcaro enfrenta dificuldades financeiras e pessoas próximas pedem doações. Entenda.