Matheus Menezes, reprovado duas vezes no teste físico para delegado em Minas Gerais, decidiu não apresentar novos recursos. Entenda a trajetória do caso.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O advogado Matheus Menezes, de 25 anos, que possui nanismo, desistiu de continuar a disputa judicial no concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A decisão foi confirmada por seu advogado, Flávio Britto, que informou que Menezes agora focará em outros concursos. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Matheus Menezes havia sido aprovado em todas as etapas teóricas do concurso — provas objetiva, discursiva e oral —, mas foi reprovado no Teste de Aptidão Física (TAF) inicial. Segundo relatos, a eliminação ocorreu em uma prova de salto horizontal que exigia um mínimo de 1,65 metro, medida que ele considerou incompatível com sua condição física, conforme o G1.
A defesa do candidato recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que a banca organizadora, a Fundação Getulio Vargas (FGV), não ofereceu as adaptações razoáveis para pessoas com deficiência, um direito previsto em lei. Em março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes acatou o pedido, anulou a reprovação e determinou que um novo TAF fosse realizado com as devidas adaptações, baseando-se na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.476.
Apesar da decisão favorável do STF, Matheus foi novamente considerado "inapto" no segundo teste físico, realizado com as adaptações determinadas pela Justiça. Após a nova reprovação, sua defesa apresentou um recurso administrativo diretamente à FGV, que foi negado na última semana, de acordo com o Jornal de Brasília.
Com a negativa da banca, o advogado Flávio Britto comunicou que seu cliente decidiu não mais recorrer. "O meu cliente decidiu não mais recorrer e também não vai se manifestar sobre o assunto, focando em outros concursos", afirmou Britto em nota. O próprio Matheus declarou que já esperava a recusa da banca, como informado pelo portal Pleno.News.
Segundo sua defesa, Matheus Menezes decidiu encerrar a disputa judicial para focar na preparação para outros concursos públicos e não se manifestará mais publicamente sobre o caso.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a primeira reprovação era inválida, pois a banca não ofereceu adaptações razoáveis no teste físico para um candidato com deficiência, ordenando a realização de um novo exame.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) afirmou em nota que cumpriu integralmente a decisão judicial que determinou a reaplicação do Exame Biofísico do candidato com a adoção das adaptações razoáveis.
A decisão de Matheus Menezes encerra uma longa batalha judicial que ganhou repercussão nacional e levantou debates sobre a acessibilidade e a adaptação de provas físicas em concursos públicos para pessoas com deficiência. Embora não tenha obtido o resultado esperado neste certame, o advogado mantém o sonho de se tornar delegado e direciona seus esforços para novas oportunidades.
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