No dia em que a morte do gari Laudemir completa um ano, a delegada Ana Paula Balbino, esposa do réu, tem licença médica renovada por mais 30 dias, somando 390 dias fora da PC. Entenda a situação da policial e o andamento das investigações.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa do réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, teve sua licença médica prorrogada por mais 30 dias. Com a decisão, publicada nesta terça-feira (11), data que marca um ano do crime, a policial completará 390 dias afastada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Atualizado em 11 de agosto de 2026.
Ana Paula Balbino está afastada de suas funções desde 13 de agosto de 2025, dois dias após o assassinato de Laudemir. A nova licença, válida até 7 de setembro, difere das prorrogações anteriores, que eram de 60 dias, conforme publicado no Diário Oficial do Estado.
Durante todo o período de afastamento, a delegada continua recebendo seu salário integralmente, como prevê o estatuto da corporação. Segundo apuração do jornal O Tempo, os vencimentos líquidos recebidos desde o primeiro afastamento somam cerca de R$ 200 mil.
A policial responde em duas frentes. Na esfera administrativa, há um processo disciplinar em andamento na Corregedoria da Polícia Civil para apurar eventual transgressão funcional. A investigação ainda não foi concluída.
Criminalmente, Ana Paula foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo, por ter cedido sua pistola de uso pessoal ao marido, e por prevaricação. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) estuda a possibilidade de oferecer um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), mas ainda não há uma definição sobre o andamento do processo, que foi desmembrado do caso principal contra seu marido.
Oficialmente, a delegada está afastada por licença médica para tratamento de saúde. Segundo sua defesa, as prorrogações são concedidas por uma junta médica oficial da própria administração pública, que atesta a permanência de um quadro incapacitante para o exercício das funções policiais.
Ana Paula Balbino é esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari. Além disso, a arma utilizada no crime, uma pistola calibre .380, era de uso pessoal e estava registrada no nome dela, segundo as investigações da Polícia Civil.
Renê Nogueira Júnior permanece preso preventivamente no Presídio de Caeté, na Grande BH. Ele já foi pronunciado pela Justiça, o que significa que será levado a júri popular, mas a data do julgamento ainda não foi marcada. O crime ocorreu após uma discussão de trânsito em Belo Horizonte.
Um ano após a morte de Laudemir de Souza Fernandes, o caso segue com desdobramentos importantes. Enquanto o réu Renê Nogueira Júnior aguarda o julgamento preso, sua esposa, a delegada Ana Paula Balbino, continua afastada da Polícia Civil por licença médica, respondendo a processos administrativo e criminal que ainda não têm um desfecho definido.
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