Ministério Público do DF aponta contravenção penal em episódio com técnica de enfermagem e oferece transação. Defesa do senador nega agressão e recusa o acordo.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) concluiu que houve a contravenção penal de "vias de fato" no episódio em que o senador Magno Malta (PL-ES) foi acusado de agredir uma técnica de enfermagem. Com base nisso, o órgão ofereceu um acordo de transação penal ao parlamentar para evitar que o caso se torne um processo na Justiça. A defesa, no entanto, já anunciou que não aceitará a proposta. Atualizado em 20 de agosto de 2026.
A decisão do MP diverge do entendimento da Polícia Civil do DF (PCDF), que em maio de 2026 optou por não indiciar o senador por falta de provas, conforme noticiado pelo Metrópoles.
Em documento enviado ao Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), o Ministério Público apontou a existência de "elementos informativos constantes dos autos, que denotam materialidade delitiva e indícios de autoria", segundo o portal Metrópoles. Para evitar a abertura de um processo penal, o MPDFT propôs duas alternativas a Magno Malta:
Em nota, a defesa do senador informou que "não aceitará a proposta, pois reafirma que não praticou qualquer agressão contra a técnica de enfermagem". Os advogados argumentam que a transação penal não significa reconhecimento de culpa e destacam a ausência de laudo pericial que comprove a agressão.
Em maio deste ano, a PCDF concluiu o inquérito sobre o caso e decidiu não indiciar Magno Malta. De acordo com a investigação policial, a principal testemunha do episódio afirmou não ter presenciado a suposta agressão. A corporação entendeu que não havia provas suficientes para o indiciamento. Apesar disso, o Ministério Público tem a prerrogativa de dar andamento ao processo de forma independente.
O incidente ocorreu em 30 de abril de 2026, no Hospital DF Star, em Brasília, enquanto o senador realizava um exame de tomografia. A técnica de enfermagem relatou à polícia que, após uma intercorrência no procedimento que causou o extravasamento de contraste no braço do senador, ela se aproximou para prestar assistência. Nesse momento, segundo seu depoimento, Magno Malta "desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos" e a ofendeu com os termos "incompetente" e "imunda".
O senador, por sua vez, negou a agressão e afirmou que sua reação foi "compatível com o sofrimento físico experimentado" devido à "dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular" causados pelo extravasamento do contraste.
O Ministério Público do DF concluiu que há indícios da contravenção penal de "vias de fato" e, por isso, propôs um acordo (transação penal) para que o caso não se transforme em um processo criminal.
Não. Em maio de 2026, a Polícia Civil do DF (PCDF) decidiu não indiciar o senador, alegando falta de provas suficientes e o depoimento de uma testemunha que não presenciou a agressão.
Não. A defesa de Magno Malta comunicou que não aceitará a proposta, reafirmando que o senador não cometeu qualquer agressão e que sua reação foi motivada pela dor durante o exame.
Com a recusa do acordo por parte da defesa de Magno Malta, o caso deve prosseguir no Judiciário. O Ministério Público pode agora oferecer uma denúncia formal, e caberá à Justiça decidir se abre ou não uma ação penal contra o senador pela contravenção de vias de fato.
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