Ministro do STF atende pedido da PF e libera cooperação internacional para rastrear bens do ex-banqueiro. Um iate de R$ 500 milhões está na mira. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a utilizar mecanismos de cooperação internacional para rastrear bens no exterior ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outros investigados no caso do Banco Master. A decisão, divulgada nesta terça-feira (28), permite que autoridades brasileiras solicitem ajuda a outros países para identificar e bloquear ativos. Atualizado em 29 de julho de 2026.
A autorização de Mendonça, relator do caso no STF, atende a um pedido da Polícia Federal e visa garantir a legalidade de provas obtidas fora do Brasil, segundo o jornal O Globo. O objetivo é investigar crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação de patrimônio, conforme apurado pela CBN. Na prática, a decisão permite que o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça, formalize os pedidos a autoridades estrangeiras, como informa o Estadão.
As investigações já miram bens de luxo específicos que podem ter sido usados para ocultar recursos. De acordo com o Valor Econômico, pelo menos dois pedidos de cooperação internacional já foram apresentados. Os principais alvos são:
Daniel Vorcaro é o ex-banqueiro e controlador do Banco Master. Ele é o principal alvo da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga um suposto esquema de fraudes bilionárias na emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) pela instituição, de acordo com a VEJA e o G1. Vorcaro está preso preventivamente no Distrito Federal, segundo o Estadão.
Não. A decisão do ministro André Mendonça é um passo inicial que autoriza o uso dos canais formais de cooperação. O rastreamento e eventual bloqueio de bens dependem da formalização de pedidos específicos pelo Ministério da Justiça e da colaboração das autoridades nos outros países, conforme explicado por O Globo e Estadão.
A autorização do STF para cooperação internacional representa um avanço significativo na investigação do caso Master, abrindo caminho para que as autoridades brasileiras identifiquem e recuperem ativos que possam ter sido desviados e ocultados no exterior.
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