Magistrado, agora aposentado, é alvo de processo disciplinar; celular ligado a seu gabinete foi resetado antes de apreensão da PF.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 1 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instaurou, por unanimidade, um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a conduta do desembargador aposentado Jefferson Alves de Assis, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A apuração se refere à concessão de prisão domiciliar, durante um plantão judiciário em dezembro de 2024, a Cézar Paulo de Morais Ribeiro, apontado como líder de uma facção criminosa com ligação com o Comando Vermelho no estado.
A decisão do magistrado foi proferida nos minutos finais de seu plantão e beneficiaria Cézar Paulo, que possui condenações por homicídio qualificado e corrupção eleitoral. A justificativa apresentada pela defesa foi a necessidade de garantir tratamento médico adequado ao preso, que sofreria de problemas cardíacos. No entanto, o CNJ apontou que os documentos médicos apresentados eram antigos, datados de 2019 e 2020.
Após o término do plantão, a liminar foi imediatamente revogada por outro desembargador, que determinou a expedição de um novo mandado de prisão. Com isso, o investigado não chegou a ser solto.
Um dos pontos centrais da investigação, segundo o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, é a suspeita de ocultação de provas. Um aparelho celular iPhone 14, ligado ao gabinete do desembargador, foi restaurado para as configurações de fábrica ("resetado") na noite de 7 de janeiro de 2025, mesma data em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no local. A coincidência temporal foi classificada pelo CNJ como uma "circunstância suspeita".
Jefferson Alves de Assis foi afastado de suas funções durante o avanço das investigações. Posteriormente, foi aposentado compulsoriamente pelo TJ-BA ao completar 75 anos, idade limite para a magistratura. Contudo, a aposentadoria não impede a continuidade do processo administrativo no CNJ, que pode levar à cassação de sua aposentadoria.
Um novo acordo entre o CNJ e bancos como Nubank, Itaú, Caixa e BB permite o bloqueio de valores de devedores no mesmo dia da ordem judicial. Entenda como funciona.
Apresentadora aciona ex-paquita na Justiça por débitos de condomínio e IPTU em apartamento no Rio. Entenda os detalhes do processo e a versão de Sorvetão.
Relatório do Coaf detalha repasses de parentes do dono do Banco Master para templo em BH após cunhado alertar que 'obra vai parar'. Cúpula da igreja nega ciência.
Com os recursos do filho Daniel e do marido Henrique bloqueados, Aline Vorcaro enfrenta dificuldades financeiras e pessoas próximas pedem doações. Entenda.