Herdeiros questionaram transferências de R$ 345 mil, mas o Ministério Público arquivou o caso por falta de provas e apontou misoginia na denúncia. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Ministério Público do Rio de Janeiro rejeitou a acusação criminal apresentada pelos filhos de Erasmo Carlos, Leonardo e Gil Esteves, contra a viúva do cantor, Fernanda Esteves. A decisão, divulgada em agosto de 2026, concluiu que não há elementos suficientes para uma investigação criminal sobre transferências bancárias questionadas pelos herdeiros. Atualizado em 28 de agosto de 2026.
Leonardo e Gil Esteves apresentaram uma notícia-crime à Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro questionando duas movimentações financeiras que totalizam R$ 345 mil, originadas da conta bancária de Erasmo Carlos. A principal transferência, no valor de R$ 300 mil, teria sido realizada para uma conta atribuída a Fernanda no dia da morte do artista, 22 de novembro de 2022, enquanto ele ainda estava no hospital, conforme reportado pela revista Veja.
Uma segunda transação, de R$ 45 mil, teria ocorrido semanas depois, destinada ao pagamento de serviços jurídicos contratados pela viúva. Os advogados dos filhos sustentaram que os fatos poderiam configurar apropriação indébita ou furto qualificado por abuso de confiança, uma vez que a movimentação de contas de pessoas falecidas exige autorização judicial.
Ao analisar a denúncia, o Ministério Público entendeu que os elementos apresentados pelos herdeiros não justificavam a abertura de um inquérito policial contra Fernanda Esteves. Segundo a decisão, não havia base para atribuir responsabilidade criminal à viúva.
Além da falta de provas, o órgão destacou que a iniciativa dos filhos continha uma "abordagem misógina" contra Fernanda, conforme divulgado por veículos como Metrópoles e Veja. Com isso, a acusação na esfera criminal foi arquivada.
O arquivamento da denúncia criminal não encerra a disputa familiar pelo patrimônio de Erasmo Carlos. O conflito entre Fernanda Esteves e os filhos do cantor prossegue no processo de inventário, que trata da divisão de bens, imóveis, veículos e receitas de direitos autorais e de imagem deixados pelo artista. Esta não é a primeira vez que a herança gera conflitos, incluindo uma ordem judicial de busca e apreensão em um imóvel onde a viúva morava.
Eles apresentaram uma notícia-crime questionando transferências bancárias que somam R$ 345 mil da conta do cantor. A principal movimentação, de R$ 300 mil, teria ocorrido no dia da morte de Erasmo e sido destinada a uma conta de Fernanda Esteves.
O MP concluiu que não havia elementos suficientes para justificar uma investigação criminal contra a viúva. A decisão também apontou um componente de misoginia na forma como as suspeitas foram apresentadas pelos herdeiros.
Não. A decisão arquiva a questão na esfera criminal, mas a disputa pela divisão dos bens, como imóveis e direitos autorais, continua no processo de inventário na Justiça cível.
A decisão do Ministério Público representa um revés para os filhos de Erasmo Carlos na esfera criminal, validando que as movimentações financeiras não constituem crime sem provas de ilicitude. No entanto, a disputa pelo valioso legado do "Tremendão" continua a ser travada no âmbito do inventário.
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