Ministro do STF reforça pedido de extradição da ex-deputada ao apresentar compromissos sobre o cumprimento da pena no Brasil. Saiba quais são as garantias.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 24 de junho de 2026. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Advocacia-Geral da União (AGU) um documento com garantias formais ao governo da Itália para viabilizar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). A medida representa uma segunda tentativa de trazer a ex-parlamentar ao Brasil para cumprir pena pela condenação no caso da perseguição armada em São Paulo, em 2022.
A iniciativa de Gilmar Mendes busca superar os obstáculos que levaram à recusa de um pedido anterior de extradição. Em maio, a Justiça italiana negou a extradição de Zambelli referente a outra condenação, pela invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na ocasião, a corte italiana questionou a imparcialidade do processo, apontando que o ministro Alexandre de Moraes atuou como vítima e julgador, conforme noticiado pelo Poder360 e Metrópoles.
Para contrapor esse argumento, Gilmar, relator do caso da perseguição armada, destacou que a condenação foi decidida pelo plenário do STF, a mais alta instância do Judiciário, por ampla maioria e em um processo "hígido e regular", sem vícios, segundo o G1.
Para assegurar às autoridades italianas que os direitos de Zambelli serão respeitados, o documento enviado por Gilmar Mendes detalha as seguintes garantias, de acordo com veículos como O Globo e Poder360:
As informações serão utilizadas pela AGU para defender o pedido brasileiro na Justiça italiana. Uma nova audiência para avaliar a extradição de Carla Zambelli está marcada para o próximo dia 1º de julho na Corte de Cassação de Roma. A ex-deputada foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
A Justiça italiana negou o primeiro pedido, referente à condenação pela invasão de sistemas do CNJ, por questionar a imparcialidade do julgamento. A corte considerou que o ministro Alexandre de Moraes atuou simultaneamente como vítima do crime e juiz no processo.
Neste processo, Carla Zambelli foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma, por ter perseguido um homem em São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
A nova ofensiva do STF, liderada por Gilmar Mendes, demonstra o esforço do Judiciário brasileiro em assegurar o cumprimento da pena de Carla Zambelli no país. Ao oferecer garantias detalhadas, o Brasil busca contornar as objeções legais da Itália e viabilizar a extradição, cuja decisão final é aguardada para o início de julho.
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