Ministro do STF enviou à AGU as garantias exigidas pela Itália para a extradição da ex-deputada, incluindo local da pena e acesso a diplomatas. Análise será em 1º de julho.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Advocacia-Geral da União (AGU) as garantias formais exigidas pela Itália para avançar com o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Conforme os documentos enviados nesta terça-feira (23/6), o ministro assegura que, caso extraditada, Zambelli cumprirá pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal. Atualizado em 24 de junho de 2026.
O documento enviado por Gilmar Mendes, relator do processo no STF, detalha uma série de compromissos para assegurar os direitos da ex-parlamentar, visando fortalecer o pedido brasileiro que será analisado pela Justiça italiana em 1º de julho. As principais garantias são:
Este é o segundo pedido de extradição apresentado pelo Brasil. A solicitação atual refere-se à condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. A condenação foi decidida pelo plenário do STF.
O caso diz respeito ao episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a então deputada perseguiu, armada, o jornalista Luan Araújo pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo, após uma discussão política.
A Corte de Cassação de Roma deve retomar a análise do segundo pedido de extradição em 1º de julho de 2026. A manifestação de Gilmar Mendes foi enviada antes desta data para subsidiar a defesa do pedido pela AGU.
Conforme garantido pelo ministro Gilmar Mendes, a pena será executada na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como "Colmeia".
A Itália negou um pedido anterior, referente à condenação de 10 anos pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os magistrados italianos apontaram uma suposta parcialidade do ministro Alexandre de Moraes, que, segundo a corte italiana, teria atuado como "juiz e vítima" no caso.
A iniciativa de Gilmar Mendes busca fortalecer a posição do Brasil e contrapor argumentos que levaram à recusa do primeiro pedido de extradição, reforçando a legitimidade do processo judicial brasileiro antes da decisão final da Justiça italiana. As garantias oferecidas são um passo estratégico para assegurar que a ex-deputada cumpra sua pena no país.
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