Exame de DNA negativo levou família de suposto filho a desistir de ação que bloqueava a fortuna do fundador das Casas Bahia. Entenda o desfecho do caso.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A disputa pela herança de Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, chegou a um ponto decisivo. Atualizado em 29 de setembro de 2026, a família de Moacyr Ramos de Paiva Agustinho Júnior desistiu da ação de reconhecimento de paternidade após um exame de DNA descartar o vínculo biológico, destravando um inventário paralisado por mais de uma década.
O ponto de virada na disputa judicial, que se arrastava desde antes da morte de Klein em 2014, ocorreu após um exame genético realizado em 1º de abril de 2026. Conforme divulgado por veículos como a Folha de S.Paulo e o Portal Leo Dias, o resultado foi conclusivo em afastar a filiação alegada por Moacyr, que faleceu em 2021.
Uma análise do cromossomo Y, que é transmitido de pai para filho, indicou incompatibilidade entre Saul Klein, filho de Samuel, e um neto de Moacyr, o que, segundo os laudos, indica que eles não descendem do mesmo homem. Diante da prova material, a viúva e os três filhos de Moacyr protocolaram a renúncia ao processo na 4ª Vara Cível de São Caetano do Sul (SP) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Com a desistência da família de Moacyr, o principal obstáculo para a conclusão do inventário de Samuel Klein foi removido. Desde 2016, uma decisão judicial mantinha 1/8 do patrimônio do empresário bloqueado até que a questão da paternidade fosse resolvida. Agora, com o pedido de cancelamento das restrições, a partilha dos bens pode avançar entre os herdeiros legais.
Enzo Gorentzvaig, gestor da cota hereditária de Saul Klein, comemorou o desfecho. "Fico muito feliz com o resultado e, principalmente, por ver encerrada uma questão que durante tantos anos travou a vida do Saul e a conclusão do inventário de seu pai. Os exames genéticos afastaram a alegação de filiação", declarou ele, conforme reportado por múltiplos veículos.
Apesar deste avanço, outras questões sobre o patrimônio podem continuar, já que Saul Klein contesta na Justiça o valor total da herança declarada, que segundo ele seria maior que os R$ 500 milhões listados no testamento.
O patrimônio deixado por Samuel Klein, com base em seu testamento de 2013, é estimado em cerca de R$ 500 milhões. A informação foi destacada por veículos como a Agência GBC, que corrigiram especulações sobre valores bilionários.
Moacyr Ramos de Paiva Agustinho Júnior, falecido em 2021, era um advogado que iniciou a ação judicial para provar ser filho de Samuel Klein. Ele alegava ser resultado de um relacionamento do fundador das Casas Bahia com uma ex-funcionária, segundo a Folha de S.Paulo.
A desistência da ação de paternidade pela família de Moacyr Ramos, fundamentada em um resultado negativo de DNA, encerra um capítulo de mais de uma década na sucessão de Samuel Klein. A medida permite que o inventário, paralisado desde 2015, avance para a partilha final dos bens entre os herdeiros do icônico fundador das Casas Bahia.
Após 26 anos, Superior Tribunal de Justiça define 10 de novembro para julgar recurso em ação de plágio movida por Léo Soltz contra Xuxa. Entenda o caso.
Preso por elo com milícia na Bahia, tenente-coronel apresentou notas de 2025 para justificar pagamentos recebidos desde 2021, aponta o Ministério Público.
Defesa do ex-controlador do Banco Master denuncia o Brasil por violações de direitos, alegando prisão sem denúncia formal e indefinição de juiz no STF. Saiba mais.
Fechar estradas em protestos pode gerar multas milionárias, suspensão da CNH e até prisão. Entenda as leis, as punições e as decisões do STF.