Daniele Bezerra questiona a diferença de tratamento em investigações após delegada Maria Corsato ser apurada por dinheiro em puff. Saiba mais sobre o caso.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A advogada Daniele Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, se manifestou nesta segunda-feira (26/10) cobrando igualdade de tratamento em investigações criminais. A declaração ocorre após a delegada Maria Corsato passar a ser investigada pela descoberta de uma quantia milionária em um puff e, paralelamente, a OAB-SP anular a suspensão profissional de Deolane. Atualizado em 27 de outubro de 2026.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Daniele Bezerra questionou a aplicação dos direitos constitucionais, defendendo que a presunção de inocência deve valer para todos, inclusive para sua irmã. A advogada afirmou não desejar que a delegada passe pela mesma situação que sua família, mas cobrou isonomia.
“Eu não desejo para essa delegada aquilo que considero que fizeram conosco. Eu desejo que ela tenha todos os direitos e garantias que sempre reivindiquei para minha irmã”, declarou, segundo o portal Metrópoles. Ela concluiu o raciocínio questionando a aparente seletividade da justiça: “Porque a presunção de inocência vale para a delegada Corsato, sim. Mas por que não vale para a Deolane? A justiça, ela não pode escolher quem merece ter direitos. Ou ela é para todos, ou ela deixa de ser justiça”.
A delegada da Polícia Civil de São Paulo, Maria Aparecida Rezende Corsato, tornou-se alvo de uma investigação da Corregedoria-Geral da corporação. No último sábado (24/10), a própria irmã da policial acionou a Polícia Militar após encontrar uma grande quantia em dinheiro escondida dentro de um puff que a delegada havia deixado em sua casa, em Santo André (SP), conforme noticiou o Jornal de Brasília.
Daniele Bezerra ressaltou que não acusa a delegada de crime, mas defende que os fatos sejam apurados com o mesmo rigor aplicado a outros investigados.
A manifestação de Daniele coincidiu com a notícia de que a OAB-SP anulou a suspensão preventiva do exercício da advocacia de Deolane, que havia sido imposta em junho por 90 dias. A irmã da influenciadora criticou o que chamou de "justiça tardia", afirmando que a anulação não repara os danos à imagem e à dignidade causados pela medida.
“A justiça tardia pode até reconhecer um erro, mas nem sempre consegue reparar a dor que ele causou”, disse Daniele, de acordo com o Metrópoles. É importante notar que essa decisão da OAB não altera a situação criminal de Deolane, que continua presa preventivamente desde 21 de maio de 2026, respondendo a acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O conflito entre a família Bezerra e a delegada Maria Corsato não é recente. Segundo o Diário do Estado de São Paulo, a defesa de Deolane já havia protocolado uma representação contra a delegada, acusando-a de promover uma "perseguição midiática". Os advogados sustentavam que Corsato teria violado a Lei de Abuso de Autoridade ao fazer manifestações públicas reiteradas sobre o caso, antecipando juízos de valor e ferindo o princípio da presunção de inocência.
Maria Corsato está sendo investigada pela Corregedoria da Polícia Civil para apurar a origem de mais de R$ 1,2 milhão, além de dólares e euros, encontrados em espécie dentro de um puff. O dinheiro foi localizado pela irmã da delegada, que acionou a polícia.
Deolane Bezerra permanece em prisão preventiva desde maio de 2026, acusada de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Recentemente, a OAB-SP anulou uma suspensão de 90 dias de seu registro profissional, mas a decisão não interfere em seu processo criminal.
Daniele Bezerra pediu igualdade de tratamento perante a lei, questionando por que o princípio da presunção de inocência parece ser aplicado à delegada investigada, mas não à sua irmã, Deolane. Ela defendeu que a justiça deve ser igual para todos.
A manifestação de Daniele Bezerra coloca em evidência o debate sobre a isonomia no sistema de justiça criminal brasileiro. Ao conectar a investigação contra a delegada Maria Corsato com o processo de sua irmã, Deolane, ela cobra que os mesmos direitos e garantias constitucionais sejam aplicados a todos os cidadãos, independentemente de quem sejam.
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