Ex-presidente do Instituto Mandaver tem 15 dias para detalhar o destino de prêmio ganho no quadro 'The Wall'. Entidade alega não ter recebido o valor.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Justiça de Alagoas determinou que Carlos Jorge da Silva Santos, ex-presidente e fundador do Instituto Mandaver, preste contas sobre o destino de R$ 56,8 mil ganhos no programa "Caldeirão do Huck", da Globo, em janeiro de 2020. Atualizado em 13 de agosto de 2026.
A decisão, proferida pelo juiz Maurício Breda Filho, da 5ª Vara Cível de Maceió, estabelece um prazo de 15 dias para que ele explique o que foi feito com o dinheiro. O valor foi ganho no quadro "The Wall", e, segundo a ONG, foi prometido para projetos sociais, mas nunca chegou à instituição.
O Instituto Mandaver, sediado no bairro Vergel do Lago, em Maceió, acionou a Justiça alegando que Carlos Jorge "se apoderou de valores que não fazia jus". Conforme o processo, durante a participação no programa, ele afirmou que o prêmio seria usado para construir um polo tecnológico e ampliar as atividades culturais e esportivas da entidade.
O juiz considerou que a participação de Carlos Jorge no programa não decorreu apenas de méritos pessoais, mas de sua condição como representante do instituto. A promessa feita em rede nacional, segundo a decisão, criou o dever de explicar o destino do dinheiro.
Carlos Jorge da Silva Santos argumenta que participou do "Caldeirão do Huck" como pessoa física e que o contrato com a emissora foi assinado em seu nome. A defesa sustentou que as promessas sobre o investimento na ONG foram declarações feitas "no calor da emoção e sob forte apelo midiático".
Ele também afirmou ter doado voluntariamente parte do prêmio a integrantes da entidade e que, ao final de sua gestão, deixou mais de R$ 1 milhão nas contas da organização. Após a decisão, Carlos Jorge classificou o processo como "perseguição" e acusou a gestão atual do instituto de má administração.
Não neste momento. A decisão judicial atual corresponde à primeira fase do processo e apenas reconhece o dever de prestar contas. Carlos Jorge tem 15 dias para apresentar os documentos. Somente após essa etapa, a Justiça analisará se há algum saldo a ser devolvido ao Instituto Mandaver.
De acordo com os autos do processo, o prêmio de R$ 56.813 foi pago inicialmente ao outro participante do quadro, que em seguida transferiu o valor integral para a conta pessoal de Carlos Jorge em 10 de janeiro de 2020.
Sim. Uma sentença anterior, de setembro de 2024, que determinava o pagamento do valor ao instituto, foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas em junho de 2025. O motivo foi um erro processual, pois a citação havia sido recebida por outra pessoa.
O caso coloca em xeque a responsabilidade sobre promessas feitas em rede nacional. A Justiça de Alagoas deu um passo ao determinar a transparência sobre o uso do prêmio, e os próximos desdobramentos dependerão da prestação de contas do ex-presidente do Instituto Mandaver.
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