A OAB de São Paulo pede que a influenciadora, presa por suposto elo com o PCC, seja transferida para uma sala de Estado-Maior. Saiba os motivos do pedido.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) protocolou na Justiça um pedido de habeas corpus com liminar em favor da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, que cumpre prisão preventiva por suspeita de ligação com o PCC. Atualizado em 22 de junho de 2026.
A entidade solicita que Deolane seja retirada de sua cela atual na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista e transferida para uma sala de Estado-Maior ou, alternativamente, que receba o benefício da prisão domiciliar, conforme noticiado pela Revista Oeste.
A ação da OAB-SP é baseada em um laudo de vistoria técnica realizado pela própria instituição. Segundo o relatório, o local onde Deolane está detida é um ambiente insalubre e possui características de uma cadeia tradicional, e não de uma sala de Estado-Maior, um direito garantido a advogados antes de condenação definitiva.
O documento descreve o espaço como uma cela de 12 metros quadrados com grades, portas de ferro, cama de concreto e um vaso sanitário próximo ao local onde ela guarda alimentos. Em nota, a OAB-SP esclareceu que sua atuação se restringe à "tutela das prerrogativas profissionais" e não interfere no mérito das investigações ou na defesa técnica da custodiada.
Deolane Bezerra está em prisão preventiva desde 22 de maio, acusada de integrar uma organização criminosa e atuar em esquemas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). O novo pedido de habeas corpus da OAB-SP será analisado pela 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Esta ação corre em paralelo a outros recursos da defesa da influenciadora. Recentemente, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou por unanimidade um pedido de habeas corpus anterior, mantendo a prisão de Deolane. A defesa dela, liderada pelo advogado Aury Lopes Jr., considera a prisão "ilegal e desnecessária".
Deolane foi presa na Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, ela é suspeita de usar sua estrutura financeira e empresas de fachada para dar aparência legal a recursos ilícitos da facção, sendo identificada como beneficiária de valores de uma transportadora ligada ao grupo criminoso.
É uma prerrogativa prevista no Estatuto da Advocacia que garante a profissionais do Direito, presos cautelarmente, o direito de não ficarem em celas comuns antes de uma condenação definitiva. O ambiente deve ser separado da população prisional comum, sem grades internas e com condições adequadas para preservar a dignidade da profissão, conforme detalhado em fontes como a Revista Oeste e a CNN Brasil.
Sim. Antes da ação da OAB-SP, a defesa de Deolane já havia tido pedidos de habeas corpus negados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) também foi negado pelo ministro Flávio Dino, que não viu "ilegalidade evidente" na prisão preventiva.
A iniciativa da OAB-SP foca estritamente na garantia das prerrogativas da advocacia, argumentando que as condições carcerárias de Deolane Bezerra violam seu direito a uma sala de Estado-Maior. A decisão sobre este novo habeas corpus está nas mãos do TJSP, enquanto a influenciadora permanece presa e sua defesa continua a contestar a legalidade da detenção em outras instâncias.
Após 26 anos, Superior Tribunal de Justiça define 10 de novembro para julgar recurso em ação de plágio movida por Léo Soltz contra Xuxa. Entenda o caso.
Preso por elo com milícia na Bahia, tenente-coronel apresentou notas de 2025 para justificar pagamentos recebidos desde 2021, aponta o Ministério Público.
Defesa do ex-controlador do Banco Master denuncia o Brasil por violações de direitos, alegando prisão sem denúncia formal e indefinição de juiz no STF. Saiba mais.
Fechar estradas em protestos pode gerar multas milionárias, suspensão da CNH e até prisão. Entenda as leis, as punições e as decisões do STF.