Apelidado de 'Estrela da Morte', o cruzador nuclear russo Admiral Nakhimov está na fase final de testes após uma profunda modernização. Saiba quais são seus novos armamentos.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Novas imagens revelam a aparência atualizada do cruzador pesado de mísseis de propulsão nuclear Admiral Nakhimov, apelidado de 'Estrela da Morte', enquanto ele avança para a fase final de seus testes de mar no estaleiro Sevmash, em Severodvinsk. Atualizado em 31 de julho de 2026.
A embarcação, um dos maiores navios de guerra de superfície do mundo, está passando por um extenso programa de modernização desde 2013, projetado para transformar uma relíquia da Guerra Fria em um dos combatentes mais poderosos da atualidade, segundo fontes da indústria de defesa russa.
A principal alteração no Admiral Nakhimov foi a substituição de seus antigos sistemas de armamento por uma nova e formidável suíte de mísseis. Os 20 lançadores de mísseis antinavio P-700 Granit, projetados para destruir porta-aviões da OTAN, deram lugar a dezenas de lançadores verticais (VLS) universais.
Esses novos sistemas são capazes de disparar uma gama variada de projéteis modernos, incluindo:
Além do poder ofensivo, a modernização incluiu a integração de sistemas de defesa aérea navalizados, como o Redut e possivelmente uma versão naval do S-400, além de novos radares e um canhão AK-192M de 130 mm.
Originalmente comissionado em 1988 na Marinha Soviética com o nome Kalinin, o cruzador foi renomeado para Admiral Nakhimov em 1992, após o fim da URSS. A embarcação foi retirada do serviço ativo em 1999 e permaneceu atracada por mais de uma década até o início dos trabalhos de reconstrução em 2013.
O processo foi marcado por sucessivos atrasos e um custo estimado em mais de 200 bilhões de rublos (aproximadamente US$ 5 bilhões). Um marco crucial ocorreu entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, quando seus dois reatores nucleares foram reativados, permitindo o início dos testes de mar em agosto de 2025, pela primeira vez em quase três décadas.
O retorno do Admiral Nakhimov é um evento de grande valor militar e simbólico para Moscou. Ao se reintegrar à Frota do Norte, ele se tornará o navio de superfície mais poderoso da Marinha Russa. Analistas indicam que ele poderá assumir o posto de navio-capitânia, substituindo seu irmão de classe, o Pyotr Velikiy, cujo futuro é incerto.
A presença de um cruzador com propulsão nuclear e alcance praticamente ilimitado, armado com mísseis hipersônicos, amplia significativamente a capacidade de projeção de poder da Rússia em áreas estratégicas como o Ártico e o Atlântico Norte.
O apelido 'Estrela da Morte' (Death Star), usado em publicações e redes sociais, é uma referência informal ao seu porte colossal, com mais de 250 metros de comprimento e 28.000 toneladas de deslocamento, e ao imenso volume de armamentos que carrega após a modernização.
Seu principal upgrade de armamento inclui a instalação de lançadores verticais universais capazes de disparar mísseis de cruzeiro Kalibr, mísseis antinavio Oniks e os avançados mísseis hipersônicos Tsirkon, além de sistemas de defesa aérea modernizados.
O cruzador está na fase final dos testes de mar de fábrica. Após essa etapa, passará por avaliações adicionais antes da entrega formal à Marinha Russa. Embora uma data exata não tenha sido confirmada, o retorno ao serviço ativo está cada vez mais próximo, após um longo histórico de adiamentos.
O renascimento do Admiral Nakhimov representa a fusão de uma plataforma da era soviética com a mais avançada tecnologia de mísseis russa. Seu retorno iminente não apenas reforça a Frota do Norte, mas também serve como um poderoso símbolo da capacidade industrial e da ambição naval de Moscou no cenário global.
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