Relatos de tentativas de suicídio e esgotamento a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln expõem crise de saúde mental após 250 dias no mar. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma grave crise de saúde mental atinge a tripulação do porta-aviões USS Abraham Lincoln, com relatos de múltiplos militares tentando se jogar ao mar após mais de 250 dias consecutivos em missão. Atualizado em 14 de agosto de 2026, o caso expõe o desgaste extremo dos cerca de 5 mil tripulantes devido a uma missão prolongada no Oriente Médio e a condições precárias a bordo, segundo denúncias de familiares e veículos de imprensa especializados.
Familiares dos militares e jornais como o Navy Times e o Stars and Stripes relataram diversos incidentes de desespero a bordo. Em um dos casos, um marinheiro foi impedido por colegas de pular do convés, conforme apurado pelo Diário do Centro do Mundo. Annabelle Loma, esposa de um tripulante, contou ao Navy Times que seu marido tentou se jogar do navio após saber que sua permanência no mar seria novamente estendida. Outra denúncia, citada por diversas fontes, foi de uma esposa que recebeu uma mensagem do marido dizendo que "esperava não acordar amanhã".
O USS Abraham Lincoln partiu de San Diego em novembro de 2025 para uma missão de sete meses no Pacífico. No entanto, foi redirecionado em janeiro de 2026 para o Oriente Médio em meio às tensões com o Irã, onde permanece desde então. A tripulação acumulou mais de 250 dias consecutivos no mar, um recorde para um porta-aviões americano em tempos modernos, com pouquíssimas oportunidades de desembarque.
As queixas sobre as condições de vida a bordo são extensas. O deputado democrata Mike Levin denunciou problemas como "chuveiros com mofo, vasos sanitários quebrados, lavanderia parada por semanas" e alimentação insuficiente, com refeições que chegaram a ser "meia xícara de arroz e duas tortillas". O senador Richard Blumenthal formalizou as preocupações em uma carta ao Departamento de Defesa, citando "escassez de itens básicos, contaminação da água" e a deterioração da saúde mental da tripulação.
A Marinha dos EUA reconheceu o impacto de missões prolongadas, mas afirmou não ter identificado um aumento nos casos de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo, segundo o Correio Braziliense. Em contraste, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou os relatos sobre as más condições como "completamente deturpados" ou "mais fake news". Diante da pressão, foi anunciado que o porta-aviões USS George Washington será enviado para substituir o Abraham Lincoln, embora uma data para o retorno da tripulação não tenha sido divulgada.
O navio enfrenta uma grave crise de saúde mental entre sua tripulação de 5 mil militares, com relatos de tentativas de suicídio. A crise é atribuída a um destacamento recorde de mais de 250 dias no mar, condições de vida precárias e esgotamento extremo.
Originalmente programada para operar no Pacífico por sete meses, a missão foi redirecionada em janeiro de 2026 para o Oriente Médio devido à escalada de tensões e operações militares dos EUA contra o Irã. A missão foi estendida diversas vezes desde então.
A Marinha reconheceu a pressão causada pela longa missão, mas declarou não ter observado um aumento nas tentativas de suicídio. Autoridades afirmaram que a tripulação tem acesso a suporte de saúde mental. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, negou a gravidade das denúncias sobre as condições a bordo.
A situação no USS Abraham Lincoln evidencia o severo custo humano de missões militares prolongadas. As denúncias de familiares e a pressão de congressistas forçaram uma resposta do Pentágono, culminando na decisão de substituir o navio. No entanto, o caso levanta questões urgentes sobre o bem-estar e a saúde mental dos militares em serviço contínuo e a capacidade da Marinha de sustentar operações de alta intensidade sem comprometer suas tripulações.
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