Forças ucranianas usaram um hexacóptero pesado para evacuar um militar ferido de uma área minada, em missão descrita como a primeira do tipo no mundo. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
As forças armadas da Ucrânia realizaram o que descrevem como a primeira evacuação aérea de um soldado ferido da linha de frente usando um drone pesado. A operação, divulgada em 19 de outubro de 2026, resgatou um militar que estava isolado em um terreno minado e sob intensa vigilância de drones russos, tornando um resgate terrestre impossível. Atualizado em 19 de outubro de 2026.
O soldado resgatado, identificado como Kostiantyn Vlasenko, de 49 anos, da 30ª Brigada Mecanizada, estava ferido e isolado em sua posição no setor de Kupiansk, na região de Kharkiv, desde fevereiro, segundo o portal Observador. A intensa atividade de drones inimigos e a presença de minas terrestres impediram qualquer tentativa de evacuação por veículos convencionais, mesmo os não tripulados (UGVs), conforme relatado pela 92ª Brigada de Assalto.
Diante do impasse, uma operação conjunta foi planejada, envolvendo a 92ª Brigada de Assalto, a 30ª e 14ª Brigadas Mecanizadas, o 10º Corpo de Exército e a fabricante de drones Gurzuf Defence. O soldado recebeu instruções por vídeo sobre como se prender ao equipamento para ser transportado em segurança, como detalha uma reportagem do Observador.
A aeronave utilizada foi um hexacóptero de carga pesada modelo Heavy Shot "Ayudag-6", desenvolvido pela empresa ucraniana Gurzuf Defence. Originalmente projetado como um bombardeiro capaz de carregar até 30 kg de munições, o drone foi modificado especificamente para esta missão de resgate, conforme apurado pelo site Forças Terrestres.
Especialistas da Gurzuf Defence trabalharam com os militares para desenvolver uma solução técnica que garantisse a estabilidade do drone durante o transporte de uma pessoa, realizando testes prévios em suas instalações. A empresa cedeu o equipamento gratuitamente para a operação, de acordo com o United24 Media.
O resgate com drone foi a única opção viável porque a posição do soldado estava em um terreno fortemente minado e sob constante vigilância de drones russos, o que tornava uma evacuação por terra extremamente perigosa e impossível, segundo comunicado da 92ª Brigada.
As unidades ucranianas envolvidas na operação a descrevem como a primeira evacuação de combate (C-SAR) de um soldado ferido na linha de frente por um drone aéreo em todo o mundo. A alegação de pioneirismo, no entanto, não foi confirmada de forma independente, aponta o site Forças Terrestres.
O uso de drones grandes e mais lentos para evacuação apresenta riscos significativos. Segundo Samuel Bendett, especialista do Center for Naval Analyses ouvido pelo Olhar Digital, essas aeronaves ficam mais expostas e podem se tornar alvos fáceis para as forças inimigas, que já dedicam recursos para abater drones de carga pesada.
A bem-sucedida evacuação do soldado Kostiantyn demonstra uma nova fronteira no uso de tecnologia não tripulada em cenários de guerra, expandindo a aplicação de drones para além do combate e da logística. A missão, considerada um marco histórico pelas forças ucranianas, estabelece um precedente para futuras operações de resgate em áreas de alto risco, embora os desafios de segurança permaneçam.
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