Após mais de 250 dias no mar e relatos de crise a bordo, o USS Abraham Lincoln foi substituído e iniciou sua viagem de volta. Saiba os detalhes.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 21 de agosto de 2026. O porta-aviões USS Abraham Lincoln iniciou sua jornada de volta para casa, um movimento que traz alívio para sua tripulação de mais de 5 mil marinheiros após uma missão de mais de 250 dias no Oriente Médio. A substituição pelo USS George Washington ocorre em meio a crescentes preocupações e denúncias sobre a deterioração das condições de vida e da saúde mental a bordo, conforme relatado por familiares e parlamentares.
A embarcação, que apoiava as operações dos EUA na guerra contra o Irã, permaneceu mais de 200 dias consecutivos no mar sem atracar em um porto, estabelecendo um recorde moderno, segundo o senador democrata Richard Blumenthal. Durante este período, surgiram múltiplos relatos sobre as dificuldades enfrentadas pela tripulação.
As queixas, divulgadas por veículos como Stars and Stripes e Navy Times e repercutidas por legisladores, incluíam:
O alívio para a tripulação do Lincoln veio com a chegada do porta-aviões USS George Washington, que assumiu as operações na região na quarta-feira, 19 de agosto, segundo o Comando Central dos EUA. Uma fonte familiarizada com o assunto confirmou à CNN que o Abraham Lincoln começou sua viagem de retorno no dia seguinte, embora ainda estivesse na área de operações da 5ª Frota.
A troca de embarcações já estava planejada, segundo uma autoridade americana, mas a notícia ganhou destaque devido à pressão pública e política sobre as condições a bordo do Lincoln.
Apesar dos relatos detalhados, autoridades do governo Trump minimizaram a crise. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que as denúncias sobre as condições precárias foram "totalmente distorcidas". Da mesma forma, o presidente Donald Trump negou que as famílias estivessem preocupadas e considerou a missão longe de ter sido "longa demais".
Em contrapartida, a Marinha dos EUA, em comunicado, afirmou não ter observado um "aumento de pensamentos ou tentativas de suicídio a bordo", mas ressaltou que leva o bem-estar dos militares a sério e que profissionais de saúde mental estão disponíveis para a tripulação.
O porta-aviões foi substituído ao final de sua missão prolongada de mais de 250 dias no Oriente Médio. A substituição foi acelerada por relatos sobre a deterioração das condições de vida e da saúde mental da tripulação, que geraram preocupação pública e política.
O USS Abraham Lincoln foi substituído pelo porta-aviões USS George Washington, que chegou à região em 19 de agosto de 2026 para dar continuidade às operações militares dos EUA.
Os principais problemas relatados incluíam escassez de alimentos e suprimentos, falhas de infraestrutura como problemas de encanamento, jornadas de trabalho exaustivas e uma crise de saúde mental entre os marinheiros, com relatos de tentativas de suicídio.
O retorno do USS Abraham Lincoln encerra um capítulo desgastante para sua tripulação, marcado por uma missão de duração recorde em condições adversas. Enquanto o USS George Washington assume o posto, o debate sobre o custo humano de mobilizações prolongadas e a necessidade de garantir o bem-estar das forças armadas permanece em evidência.
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