Quadrilha leva carga de € 5 milhões da famosa vinícola italiana, incluindo rótulos como Tignanello e Solaia. Entenda o caso e a onda de crimes na Toscana.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A vinícola Marchesi Antinori, uma das mais tradicionais da Itália, sofreu um roubo de 30 mil garrafas de vinho tinto, avaliadas em cerca de € 5 milhões (R$ 28 milhões). A ação ocorreu em um depósito em Cortona, na Toscana, e representa um dos maiores roubos do tipo na história recente do país. Atualizado em 10 de outubro de 2026.
Na noite de sábado, 3 de outubro, um grupo de sete homens mascarados invadiu o depósito da Antinori. Segundo as investigações, eles desativaram o sistema de alarme e as câmeras de segurança antes de usar empilhadeiras da própria empresa para carregar dois caminhões com as caixas de vinho, que já estavam prontas para exportação.
O desaparecimento da carga só foi notado na manhã de segunda-feira, 5 de outubro, quando os funcionários chegaram para trabalhar. A polícia está investigando o caso, mas até o momento nenhuma prisão foi efetuada.
Os ladrões levaram alguns dos rótulos mais valiosos e conhecidos da vinícola, os chamados "supertoscanos". Entre as 30 mil garrafas roubadas estavam exemplares de:
O valor de varejo de cada garrafa varia entre € 150 e € 500. O prejuízo total é estimado em € 5 milhões. A empresa decidiu divulgar o roubo para alertar o mercado e dificultar a revenda dos produtos, que possuem sistemas de autenticação para evitar falsificações.
Este é o terceiro grande roubo a vinícolas na Itália em menos de três meses, e nenhuma das garrafas foi recuperada até agora. A ação sugere a atuação de uma quadrilha especializada e com conhecimento do mercado de vinhos de luxo.
Em setembro, a vinícola Conterno Fantino, no Piemonte, teve 3 mil garrafas de Barolo levadas. Em junho, ladrões roubaram 3,3 mil garrafas de espumante Alta Langa da Banfi, também no Piemonte. Renzo Cotarella, CEO da Antinori, afirmou que um roubo dessa magnitude nunca havia acontecido na Itália.
O prejuízo estimado é de aproximadamente € 5 milhões, o equivalente a R$ 28 milhões, correspondente a 30 mil garrafas de vinhos de alto valor.
Foram roubados principalmente os tintos supertoscanos Tignanello, Solaia e Guado al Tasso, alguns dos vinhos mais prestigiados da vinícola.
Não. Este foi o terceiro grande roubo a vinícolas italianas em menos de três meses, indicando uma possível onda de crimes direcionados ao setor.
O roubo na Marchesi Antinori acende um alerta para a segurança no mercado de vinhos de luxo na Itália. Enquanto a polícia investiga o paradeiro da carga e dos criminosos, a vinícola, fundada em 1385, conta com a ajuda do mercado para rastrear as garrafas e evitar que sejam revendidas ilegalmente.
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