O Super El Niño de 2026 deve atingir seu pico entre outubro e dezembro, trazendo chuvas intensas ao Sul e seca ao Norte. Entenda os impactos.
Olyvio Marques
Editor · Previsão do Tempo · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O pico do Super El Niño em 2026 é esperado para ocorrer entre os meses de outubro, novembro e dezembro. A previsão, segundo a MetSul Meteorologia, indica que os impactos do fenômeno climático se intensificarão ao longo do segundo semestre, alterando significativamente o clima no Brasil. Atualizado em 22 de julho de 2026.
O fenômeno dividirá o país em dois cenários climáticos opostos. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta uma probabilidade de 81% de o evento atingir uma intensidade "muito forte", tornando-o um dos mais intensos desde 1950.
A Região Sul será a mais afetada, com previsão de chuvas muito acima da média, elevando o risco de enchentes, inundações e deslizamentos, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A MetSul alerta para uma frequência maior de tempestades severas, com granizo, vendavais e até a possibilidade de fenômenos destrutivos como tornados e microexplosões atmosféricas.
Enquanto o Sul enfrenta o excesso de água, as regiões Norte e Nordeste devem se preparar para uma situação oposta. A previsão indica redução significativa das chuvas e temperaturas acima da média, o que pode resultar em ondas de calor persistentes com termômetros próximos ou acima dos 40°C. Esse cenário favorece a ocorrência de queimadas e incêndios florestais, principalmente em áreas como o arco sul da Amazônia e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Este El Niño pode ser o mais forte dos últimos 150 anos devido a dois fatores principais. Primeiro, a anomalia de temperatura na superfície do Oceano Pacífico Centro-Leste deve alcançar entre +3°C e +4°C, um nível de aquecimento nunca antes observado. Segundo, o fenômeno se desenvolveu muito mais cedo que em episódios históricos como os de 1982, 1997 e 2023, atingindo um patamar de +2°C de anomalia já na metade do ano, o que demonstra sua força precoce.
O pico do fenômeno está previsto para o último trimestre de 2026, concentrado entre os meses de outubro, novembro e dezembro, de acordo com análises da MetSul Meteorologia.
A Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) será a mais impactada por chuvas excessivas e tempestades. Já as regiões Norte e Nordeste devem enfrentar o oposto: seca severa e calor intenso.
Embora o El Niño de 2026 possa ser mais forte que o anterior, a MetSul Meteorologia afirma que não é possível confirmar a repetição da tragédia de 2024. Eventos dessa magnitude dependem da combinação de múltiplos fatores em um curto período de tempo.
O Super El Niño de 2026 se encaminha para ser um evento climático histórico, com pico de intensidade previsto para o final do ano. Os impactos serão severos e desiguais pelo Brasil, exigindo preparação e planos de contingência para lidar com chuvas extremas no Sul e seca e calor recordes no Norte e Nordeste do país.
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