Entenda como a provável formação de um El Niño severo em 2026 pode impactar a costa paulista com temperaturas recordes, chuvas extremas e riscos à infraestrutura.
Olyvio Marques
Editor · Previsão do Tempo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A provável formação de um Super El Niño em 2026 coloca o litoral de São Paulo em alerta para um período de eventos climáticos extremos, incluindo calor intenso e alterações no padrão de chuvas. Segundo especialistas, a combinação do fenômeno com o aquecimento global pode intensificar os riscos em áreas densamente povoadas. Atualizado em 22 de junho de 2026.
O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Em um cenário de aquecimento global, seus efeitos são amplificados, resultando em eventos climáticos mais severos. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) aponta uma probabilidade de mais de 90% de o fenômeno se manter ativo até novembro de 2026, o que aumenta o risco de desastres hidrometeorológicos, conforme alerta o pesquisador Marcus Polette, da rede do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO).
Para o estado de São Paulo, os efeitos do Super El Niño devem se manifestar de formas distintas, afetando tanto as temperaturas quanto o regime de chuvas, com consequências diretas para o litoral.
Especialistas preveem que São Paulo poderá enfrentar um inverno menos rigoroso que o habitual, com aumento das chances de períodos prolongados de calor. De acordo com o portal ND Mais, há risco de ondas de calor durante a primavera e o verão, elevando as temperaturas acima da média histórica.
O El Niño tende a concentrar as chuvas na Região Sul do Brasil, o que pode atrasar o retorno da estação chuvosa em São Paulo. No entanto, episódios anteriores do fenômeno também provocaram aumento de chuvas em parte do Sudeste, elevando o risco de enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra, segundo informações da CNN Brasil. Essa instabilidade representa uma ameaça significativa para as áreas costeiras.
Áreas litorâneas, como a Baixada Santista, enfrentam um risco ampliado devido à perda de suas defesas naturais ao longo das décadas. Pesquisadores apontam que a urbanização comprometeu o equilíbrio de praias e dunas, que dependem da reposição de sedimentos para conter o avanço do mar. Essa vulnerabilidade, somada a tempestades mais intensas, eleva o perigo de erosão costeira e inundações, afetando diretamente a infraestrutura e a população local.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima uma probabilidade superior a 90% de que o fenômeno El Niño se mantenha ativo até novembro de 2026.
Os principais impactos incluem temperaturas acima da média, com possíveis ondas de calor, atraso no início da estação chuvosa e um aumento no risco de eventos extremos, como chuvas intensas e queimadas.
Sim. O Governo de São Paulo anunciou medidas como o Painel de Inteligência SP Sem Fogo e o sistema "Muralha do Fogo", que utilizam tecnologia e monitoramento em tempo real para antecipar e combater focos de incêndio, um dos riscos intensificados pela estiagem.
A chegada do Super El Niño em 2026 exige atenção e planejamento, especialmente para o litoral de São Paulo. A combinação de calor extremo, chuvas irregulares e a vulnerabilidade costeira cria um cenário desafiador que demanda ações preventivas para proteger a população e a infraestrutura da região.
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