A cantora Maiara revelou ter ficado "sem cabelo" devido à alopecia. Saiba o que é a condição, os tratamentos e a opinião de especialistas sobre o transplante capilar.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A cantora Maiara, da dupla com Maraisa, voltou a falar abertamente sobre sua luta contra a alopecia androgenética, revelando em relato nas redes sociais que chegou a ficar "praticamente sem cabelo". A declaração reacendeu o debate sobre a condição e os tratamentos disponíveis, incluindo o transplante capilar. Atualizado em 23 de outubro de 2026.
A artista contou que, aos poucos, vem recuperando os fios naturais e que o uso de laces (próteses capilares) se tornou um aliado no processo, protegendo o cabelo de danos causados por secador e outros produtos. "Eu estava no pior nível, no estágio zero, meu cabelo estava zerado aqui", desabafou Maiara, segundo o portal OFuxico.
A alopecia androgenética é o tipo mais comum de queda de cabelo e tem origem genética e hormonal. Conforme informações da Rede D'Or, a condição afeta homens e mulheres, embora os padrões de perda dos fios variem. Nas mulheres, geralmente causa um afinamento progressivo dos cabelos, diminuição do volume e um alargamento da risca que divide o couro cabeludo.
A condição está ligada à sensibilidade dos folículos capilares a hormônios andrógenos, como a di-hidrotestosterona (DHT), que encurta a fase de crescimento dos fios, fazendo com que nasçam cada vez mais finos e curtos. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, cerca de 50% das mulheres apresentarão algum grau da condição ao longo da vida.
O caso de Maiara levantou a dúvida sobre a indicação do transplante capilar. Especialistas alertam que o procedimento não é uma solução para todos os pacientes. O cirurgião plástico Leonardo Sauerbronn Muniz explicou ao Metrópoles que o primeiro passo é sempre investigar a origem da perda dos fios. "A alopecia não é uma doença única, mas um termo genérico. O transplante pode ser uma excelente alternativa em casos selecionados, mas, dependendo do tipo, pode ser inadequado ou até contraindicado", afirmou.
O médico Thiago Bianco Leal, que já realizou o procedimento em outras celebridades, reforça que a cirurgia é recomendada quando a queda está estabilizada e os tratamentos clínicos não oferecem a resposta esperada. Para a maioria dos casos, medicamentos e terapias são a primeira linha de tratamento.
Durante seu tratamento, Maiara adotou o uso de laces, que, segundo ela, foram fundamentais para a recuperação capilar. "Uma das coisas que fez o meu cabelo revitalizar foi o uso da lace, porque eu tirei o secador do meu cabelo, tirei coisas que estavam prejudicando, laquê, muito gel", comentou a cantora em declaração repercutida pelo OFuxico.
Hoje, ela comemora a evolução, afirmando que seu cabelo natural já atinge a altura dos ombros e possui mais volume. A experiência da artista ajuda a ampliar a discussão sobre alternativas para lidar com as mudanças na aparência durante o tratamento e o impacto emocional da condição.
A cantora revelou que chegou ao "estágio zero" da condição, ficando "praticamente sem cabelo" em certas áreas. Atualmente, ela está em processo de recuperação e já nota um crescimento significativo dos fios.
A alopecia androgenética não tem cura definitiva, mas tratamentos contínuos podem controlar a progressão, reduzir a queda e engrossar os fios. As opções incluem medicamentos tópicos e orais, terapias e, em casos específicos e estabilizados, o transplante capilar, conforme apontado por especialistas.
Maiara explicou que usa as próteses capilares para proteger seus fios naturais de danos causados por secador, gel e laquê durante sua rotina de shows. Além disso, ela citou a praticidade e o "glamour" que o acessório proporciona.
A luta de Maiara contra a alopecia androgenética traz visibilidade para uma condição que afeta milhões de pessoas, destacando a importância do diagnóstico correto e do acompanhamento médico. O relato da cantora reforça que, embora o transplante capilar seja uma opção, a decisão sobre o melhor tratamento deve ser individualizada e baseada na avaliação de um especialista.
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