Um Embraer E195-E2 da Azul decolou muito próximo ao fim da pista em Congonhas. Entenda o que aconteceu, os possíveis fatores e o que dizem especialistas.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Azul Linhas Aéreas abriu uma investigação interna para apurar uma decolagem tardia de um de seus aviões no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ocorrida em 11 de outubro de 2026. Atualizado em 14 de outubro de 2026. Imagens que viralizaram nas redes sociais mostram a aeronave, um Embraer E195-E2, decolando muito próximo ao final da pista.
O voo AD4797, com destino ao Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte (MG), utilizou quase toda a extensão da pista principal de Congonhas para decolar. A aeronave, de matrícula PS-AEK, saiu do chão nos últimos metros, passando a uma baixa altitude sobre o sistema EMAS (Engineered Material Arresting System), uma área de escape de segurança, como relatado pela agência Aeroin e confirmado por diversas fontes.
Dados da plataforma de rastreamento Flightradar24, citados pela Folha de S.Paulo, indicam que o jato estava aproximadamente 500 pés (cerca de 152 metros) abaixo da altitude que outras aeronaves costumam atingir no mesmo ponto. Apesar da manobra atípica, os pilotos não reportaram problemas ao controle de tráfego aéreo e o voo prosseguiu normalmente até o destino.
Uma decolagem que utiliza quase toda a pista pode ser influenciada por uma combinação de fatores. Segundo especialistas ouvidos pelo G1, as circunstâncias que levaram a isso devem ser estudadas, mas entre as possíveis causas estão:
Especialistas em aviação consideram a decolagem "anormal", mas não necessariamente incorreta. Roberto Peterka, especialista em segurança de voo, afirmou ao G1 que toda a extensão da pista pode ser utilizada, embora a situação exija análise. Outros analistas apontam que usar quase todo o espaço disponível reduz a margem para interromper a decolagem em caso de emergência, o que poderia configurar um incidente grave.
O EMAS (Engineered Material Arresting System) é uma tecnologia de segurança instalada no final das pistas de Congonhas. Conforme detalhado pelo Metrópoles, o sistema é formado por blocos de concreto que se deformam sob o peso de uma aeronave, agindo como um "freio" para evitar que ela ultrapasse o limite da pista em uma emergência. Congonhas foi o primeiro aeroporto da América Latina a implementar essa tecnologia.
Em nota, a Azul confirmou que abriu uma investigação interna para apurar o ocorrido e ressaltou que "opera de acordo com padrões nacionais e internacionais de segurança, seu valor primordial".
Sim. A tripulação não reportou nenhuma anormalidade técnica aos controladores de voo e a viagem seguiu normalmente até o pouso no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais.
Ainda não está claro se o caso será formalmente investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) ou analisado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), segundo a Folha de S.Paulo.
A decolagem tardia do Embraer E2 da Azul em Congonhas é um evento atípico que está sob investigação pela companhia aérea. Embora a manobra tenha sido concluída sem incidentes reportados e dentro dos limites físicos da pista, a proximidade com a área de escape levantou questões de segurança que a apuração interna buscará esclarecer.
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