Em Igarapé (MG), Aline e Renata Pereira assumem o alambique do pai e, com apoio da Emater-MG, conquistam registro no Mapa. Conheça a história da Cachaça Durvalina.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma história de sucessão familiar está transformando a produção de cachaça artesanal em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Atualizado em 1 de julho de 2026. A tecnóloga em Gestão Ambiental Aline Alves Pereira decidiu deixar sua carreira para retornar à zona rural e, ao lado da irmã Renata, modernizar o alambique familiar criado há 43 anos pelo pai, João Alves Pereira.
A Cachaça Durvalina nasceu da necessidade, quando João Alves Pereira, hoje com 74 anos, enfrentou prejuízos com o cultivo de hortaliças e decidiu investir em um alambique. Segundo a Agência Minas, o nome é uma homenagem ao avô de Aline, Durval, que era um grande apreciador da bebida e apoiou a fundação do negócio. Em 2024, Aline retornou ao Sítio João Durval para assumir a gestão ao lado da irmã, garantindo a continuidade do legado familiar.
Um dos primeiros e mais importantes desafios assumidos pelas irmãs foi a regularização do alambique junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O processo contou com o apoio técnico fundamental da Emater-MG, que orientou a família nas reformas e adaptações necessárias na estrutura da propriedade, além de auxiliar na emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), conforme relatado pelo Correio de Minas. "A regularização é a concretização de todo o esforço dedicado, seria impossível sem a dedicação de todos", afirmou Aline em entrevista.
Com a nova divisão de tarefas, Aline e Renata cuidam da gestão administrativa, enquanto o pai, um primo e um funcionário se dedicam ao cultivo da cana-de-açúcar e à produção. O alambique produz dois tipos de cachaça: a branca, armazenada em barris de amendoim, e a amarela, envelhecida em barris de amburana. Graças à regularização, a comercialização foi expandida para os municípios de Igarapé, São Joaquim de Bicas e Juatuba. A extensionista da Emater-MG, Carolina Vilela Moreira, destacou que a participação das irmãs "evidencia a crescente inserção das mulheres nas atividades produtivas do meio rural e traz novas perspectivas para o setor".
A Durvalina é uma cachaça artesanal produzida há 43 anos no Sítio João Durval, em Igarapé (MG). O negócio familiar foi fundado por João Alves Pereira e hoje é gerido por suas filhas, Aline e Renata, que modernizaram a produção.
O alambique produz duas variedades: a cachaça branca, que descansa em tonéis de madeira de amendoim, e a cachaça amarela, que passa por um processo de envelhecimento em barris de amburana.
A Emater-MG prestou assistência técnica crucial para a reforma e adequação do alambique às normas, o que permitiu a regularização junto ao Mapa e a obtenção do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), profissionalizando o negócio.
A história do Alambique Durvalina é um exemplo de como a sucessão familiar, aliada ao apoio técnico e à modernização da gestão, pode fortalecer um negócio tradicional. A iniciativa de Aline e Renata não apenas preserva um legado de mais de quatro décadas, mas também destaca a força do empreendedorismo feminino no agronegócio mineiro, que é líder nacional na produção de cachaça de alambique.
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