Banco ocupará integralmente o complexo Esther Towers, na Chucri Zaidan, em contrato de 10 anos. Acordo para 9,6 mil posições de trabalho é visto como destravador de valor para a Eztec.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Itaú Unibanco fechou a maior locação da história do mercado de escritórios do Brasil ao alugar integralmente o complexo Esther Towers, da construtora Eztec, por R$ 1,17 bilhão. O acordo, com duração de dez anos, reforça a aposta do banco na região da Avenida Chucri Zaidan, em São Paulo, e em um modelo de trabalho com maior frequência presencial. Atualizado em 18 de setembro de 2026.
O contrato firmado entre Itaú e Eztec prevê a ocupação total das duas torres do Esther Towers, que somam 91,4 mil metros quadrados de área locável, o equivalente a 12 campos de futebol, segundo o Estadão/Broadcast. A transação garantirá à Eztec uma receita de R$ 1,17 bilhão ao longo dos primeiros dez anos, com valores reajustados anualmente pelo IPCA, conforme divulgado pela incorporadora.
O acordo, intermediado pelas consultorias CBRE e Binswanger Brazil, tem possibilidade de prorrogação por mais cinco anos. A ocupação pelo banco será escalonada, acompanhando a entrega das torres: a primeira está prevista para o fim de 2026 e a segunda para o primeiro semestre de 2027, de acordo com análises do BTG Pactual.
A locação faz parte do plano de investimentos em infraestrutura do Itaú e acomodará cerca de 9.600 posições de trabalho. A movimentação está alinhada à revisão do modelo híbrido do banco, que exigirá uma presença maior dos funcionários nos escritórios. A partir do primeiro trimestre de 2028, a frequência mínima para equipes administrativas passará a ser de três dias por semana, informou o banco em comunicado.
Para superintendentes, a exigência será de quatro dias semanais já a partir de janeiro de 2027, alinhando-se à política já vigente para diretores. O novo polo na Chucri Zaidan se somará às estruturas que o Itaú já possui na Avenida Faria Lima e no Jabaquara, onde fica sua principal sede administrativa.
Para a Eztec, o negócio elimina a incerteza comercial de um ativo de grande porte ainda em fase de conclusão, transformando-o em uma fonte de receita recorrente e previsível. Analistas de mercado, como os do BTG Pactual e do Safra, veem a operação como um "destravador de valor" para a incorporadora.
As avaliações indicam que, com a locação garantida, o valor do ativo em uma eventual venda futura poderia chegar a R$ 1,45 bilhão. A receita anual de R$ 117 milhões estimada com o aluguel representa cerca de 20% do lucro projetado para a Eztec em 2027, segundo o BTG Pactual.
A transação também tem um forte impacto no mercado imobiliário da região da Chucri Zaidan. Segundo a consultoria Binswanger Brazil, a absorção de mais de 90 mil metros quadrados de uma só vez deve reduzir a taxa de vacância de escritórios de alto padrão na área de 13,5% para 12%. Se as torres fossem entregues sem um locatário, a vacância na região poderia saltar para 22%.
O movimento consolida a Chucri Zaidan como uma alternativa competitiva a regiões tradicionais como a Faria Lima, onde os aluguéis podem atingir valores significativamente mais altos.
O contrato prevê uma receita de R$ 1,17 bilhão para a Eztec nos primeiros dez anos. Isso equivale a um aluguel médio de aproximadamente R$ 107 por metro quadrado ao mês, com reajuste anual pelo IPCA.
O banco alugou o complexo para acomodar cerca de 9.600 posições de trabalho, em linha com seu plano de crescimento e a nova política de trabalho híbrido, que aumentará a frequência presencial dos funcionários nos escritórios a partir de 2027.
O empreendimento está localizado na Avenida Chucri Zaidan, na Zona Sul de São Paulo, uma região que se consolidou como um dos principais polos corporativos da cidade.
A locação recorde do Esther Towers pelo Itaú é um marco para o mercado imobiliário corporativo brasileiro. A operação não apenas garante uma receita bilionária e previsível para a Eztec, mas também sinaliza a estratégia do Itaú de fortalecer a cultura presencial em seu modelo de trabalho híbrido, consolidando a região da Chucri Zaidan como um centro empresarial de primeira linha em São Paulo.
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